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APÓS ATAQUE AO GOOGLE, HILLARY CLINTON DEFENDE PUNIÇÕES PARA CRIMINOSOS DA WEB

22/01/2010 01:00:00

Oito dias após o Google anunciar que foi alvo de um sofisticado ataque hacker vindo da China, Hillary Clinton, secretária de Estado dos Estados Unidos, criticou os países que censuram a internet e defendeu a liberdade de expressão na rede. No entanto, a secretária não fez menções diretas ao ataque sofrido pela empresa americana ou ameaças específicas à China.

Durante um pronunciamento em Washington (EUA) ?e transmitido ao vivo pela internet? Hillary afirmou que todos os países ou indivíduos que estejam ligados a ataques terroristas pela internet devem "sofrer punições internacionais", o que inclui os responsáveis pelo sofisticado ataque feito ao buscador e a mais de 20 empresas.

A secretária aproveitou para criticar países que censuram o conteúdo disponível na internet, inclusive alfinetando a China. "Temos uma visão diferente da chinesa em relação à web, mas queremos trabalhar com o governo chinês para garantir a liberdade de expressão para os cidadãos. A censura não pode ser admitida por ninguém", afirmou Clinton.

Caso Google

Na semana passada, o Google divulgou que foi alvo de um ataque cibernético vindo da China e que afetou ao menos outras 20 empresas, entre elas de finanças, tecnologia e química. Segundo comunicado divulgado pelo Google, o objetivo da invasão,a princípio, era acessar a conta de e-mail do Gmail de ativistas de direitos humanos chineses.

Após o episódio, a empresa ameaçou fechar seu escritório na China. "Essas ataques e a vigilância descoberta, combinados às tentativas de limitar ainda mais a liberdade de expressão na Web, nos últimos 12 meses, nos levam a concluir que devemos revisar a viabilidade de manter operações na China", escreveu o vice-presidente jurídico do Google, David Drummond, no blog da empresa.

Embora haja suspeita de que o governo chinês esteja ligado aos ataques, o Ministério das Relações Exteriores da China negou várias vezes o envolvimento no crime. Especialistas estrangeiros alertam que parte das invasões parecem vir de uma organização sofisticada.
 
 
 
Fonte: Uol

 
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