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MODELO DE NEGÓCIO DESAFIA OPERADORAS MÓVEIS, APONTA PESQUISA

20/01/2010 01:00:00

A profusão de dispositivos móveis de acesso à internet abre diversas oportunidades de negócio para o mercado de telecomunicações, mas há alguns obstáculos no caminho que devem ser superados. Essa é uma das conclusões do estudo ?Connected World Survey 2010?, desenvolvido pela consultoria Frost & Sullivan junto a 50 executivos e acionistas de operadoras de telefonia nos EUA e no Reino Unido.

A pesquisa foi encomendada pela fornecedora de software Amdocs, que no Brasil tem como clientes as operadoras TIM, Oi, Claro e Intelig. Seus resultados servirão de guia para as ações, os produtos e os serviços a serem lançados pela empresa, explica o gerente de novos negócios, Mauricio Falck.

A pesquisa aponta para a tendência de evolução do mercado gerador de receita de conectividade, de smartphones para smart devices, com o predomínio de redes móveis 3G e 4G, além de uma expansão marcada por forte competitividade.

Máquina a máquina
?Muito em breve haverá uma série de novos dispositivos no mercado?, avisa Falck. Destacam-se nessa conta os aparelhos que se comunicam com outras máquinas; essa comunicação, chamada de M2M (Machine to Machine), será cada vez mais importante na geração de receita às operadoras. Pelos dados de que dispõe, em 2017 o total de aparelhos conectados poderá chegar a 7 trilhões. ?Hoje esse número é estimado em 4 bilhões?, diz.

Com a pesquisa, a Amdocs procurou entender como os provedores de serviço em telecomunicações veem o mundo conectado, quais possibilidades de mercado lhe são apresentadas e que estratégias operacionais e de negócio estão sendo implementadas. ?Os provedores de serviço estão extremamente abertos a novos modelos de negócio e novos serviços, mas ainda não se definiram por nenhum?, aponta o executivo.

Entre os principais obstáculos enumerados pelas operadoras à visão de "mundo conectado" estão o subsídio dado pelo mercado aos aparelhos, o processo de certificação de aparelhos e componentes, a expansão ainda em progresso das redes 3G e 4G, a necessidade de abertura de redes e e a inexistência de padrões de indústria, já que cada fabricante adota vários modelos de hardware e sistema operacional.

Saúde na frente
Uma surpresa do levantamento está nas possibilidades de crescimento de receita, para as operadoras, em mercados verticais. Os de maior potencial são os de saúde, eletrônica de consumo, governo e serviços públicos. Todos os provedores de serviço pesquisados veem o setor de saúde (tanto no modo B2C e B2B) como novas fontes de receita. ?Boa parte desse tráfego vai ocorrer no modo M2M?, prevê Falck.

Quase todos os provedores de serviço ? 91%, segundo a pesquisa ? consideram a oportunidade de adotar modelos de negócio emergentes para suportar o mundo conectado. Eles estendem que a terceirização de parte de suas operações será crítica para o sucesso no mundo conectado. ?O que percebemos é que todas as operadoras estão experimentando. Mas os modelos são adotados em curto prazo e, para isso, devem ser os mais flexíveis possíveis?, conta o gerente.

Falck destaca que as operadoras móveis não querem ser apenas fornecedores de serviços de dados. ?Mas ganhar dinheiro com internet é bem mais complicado?, considera. Por isso, para essas empresas, a cooperação com fabricantes de aparelhos e provedores de conteúdo será um fator de sucesso.

As prioridades de investimento começam a refletir esse cenário futuro, aponta a Amdocs. As provedoras de serviço disseram querer investir em suas redes (71%), em sistemas de suporte a operação e a negócios (BSS/OSS) (47%) e na abertura de redes (24%).

?As empresas perceberam que precisam investir em suas redes e nos sistemas de suporte se querem oferecer serviços agregados com qualidade?, argumenta Falck. ?Ao mesmo tempo, ninguém sabe ainda que modelo de negócios deve ser aplicado. Nesse cenário, a oferta de produtos BSS e OSS flexíveis, capazes de atender a essas mudanças em tempo mínimo, é fundamental?, conclui.
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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