Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

ANALISTAS DIZEM O QUE FARIAM À FRENTE DE EMPRESAS DE TI

08/01/2010 01:00:00

Na onda de previsões do início de janeiro, sobra também para os Chief Operation Officers (CEOs) da indústria da tecnologia. Embora seja muito difícil saber exatamente o que se passa na cabeça dos líderes, analistas seniores da ABI Research fizeram um exercício de imaginar resoluções de ano novo, caso estivessem na pele de alguns desses grandes executivos.

Para fazer o exercício, eles se imaginaram à frente de companhias como Apple, Cisco, Huawei, Motorola, Nokia, ZTE, além de fabricantes de televisão e provedores de serviço de mobilidade. Confira algumas impressões:

Cisco
Se estivesse à frente da Cisco, o diretor de melhores práticas em conectividade da ABI, Sam Lucero, aceleraria a entrada no mercado de automação e gerenciamento de energia residencial por meio do desenvolvimento orgânico de produtos e também por aquisições. Essa indústria ainda é bastante fragmentada, deve rumar à consolidação e terá um crescimento significante nos próximos anos.

HP
Se o vice-presidente da ABI e diretor de melhores práticas na área de saúde, Stan Schatt, estivesse à frente da HP, esqueceria a ressaca causada pela
aquisição da Cisco pela Tandberg comprando a pouco conhecida Brightcom. Ao fazer isso, a empresa retomaria a dianteira nesse mercado ao integrar voz, vídeo e dados em um ambiente de telepresença e videoconferência por meio de uma empresa saudável e bem resolvida.

Huawei, Motorola, Samsung e ZTE
Se estivesse à frente dessas empresas, o diretor de melhores práticas em conectividade wireless da consultoria, Philip Solis, não concentraria todos os seus esforços somente no desenvolvimento das tecnologias LTE, mas manteria um trabalho sólido no mercado de WiMax, que concentra grandes oportundiades de receita.

Apple
Se estivesse cuidando da Apple, o vice-presidente de previsões da ABI, Jake Saunders, resolveria o problema da bateria abarcada do iPhone para possibilitar que os usuários carreguem uma segunda bateria. Muitos dos potenciais heavy-users de iPhone fazem muitas atividades que consomem bateria e veriam muita vantagem nisso.

RIM
Se estivesse à frente da RIM, fabricante do Blackberry, Jake Saunders melhoraria o portfólio de aplicativos da companhia com softwares chave, dando mais opção de escolha aos consumidores.

Fabricantes de TV
O diretor de melhores práticas para a área de residência digital da ABI, Jason Blackwell, se imaginou à frente de um fabricante de TVs. Ele criaria parcerias estratégicas de software e conteúdo e buscaria melhorar a experiência do consumidor para os produtos.

A ABI prevê que as TVs conectadas à internet finalmente alcançarão um ponto de aceitação dos consumidores em 2010. Sem as parcerias estratégicas de software e conteúdo, vai ser mais didfícil ganhar interesse maciço. Segundo Jason, o esforço dos fabricantes de TV digital deverá estar centrado em criar interfaces e recursos realmente atraentes, evitando que a TV acabe se tornando somente um monitor.

Nokia
O diretor de melhores práticas em telemetria e navegação da ABI, Dominique Bonte, afirmou que se fosse o comandante da Nokia, daria gratuidade à navegação curva-a-curva do GPS em todos os modelos de celulares. Segundo ele, a ação aumentaria muito a venda de smartphones, melhoraria a participação de mercado da Nokia, reforçaria sua liderança e aumentaria o conhecimento sobre a plataforma Ovi. Ao mesmo tempo, o analista aumentaria esforços em transformar seu serviço de navegação em plataforma aberta para atrair mais navegadores.

Também sobre a Nokia, o vice-presidente e chefe de pesquisa da ABI, Stuart Carlaw, consideraria criar um produto radicalmente diferente do que existe hoje, baseado em outro sistema operacional, que poderia ser até mesmo o Android. Seria um produto carro-chefe, com uma interface de toque bem melhor do que as atuais e uma suíte de aplicativos mais rica que a existente no Symbian.

Carlaw também desistiria do objetivo de obter 300 milhões de assinantes para o serviço Ovi até 2012 e usa como comparação o Facebook, que tem cerca de 140 milhões de usuários ativos. O analista gastaria esse dinheiro para manter empregos na área de Pesquisa e Desenvolvimento para tirar vantagem das soluções existentes que estão dando certo.
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar