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MICROSOFT EM 2010: QUATRO DESAFIOS QUE AGUARDAM A EMPRESA

21/12/2009 01:00:00

Uma grande empresa como a Microsoft enfrenta desafios constantes ? e 2009 foi cheio deles. Foi um ano marcado por instabilidades, no qual a empresa adotou demissões generalizadas e teve a pior receita trimestral da sua história.

O ano também trouxe alguns pontos positivos. O Windows 7 sobreviveu aos seus vários períodos pré-lançamento e chegou ao mercado com sucesso em outubro; o serviço de buscas Bing nasceu com um marketing agressivo e recursos inovadores; o lançamento do Windows Azure consolidou a estratégia de computação em nuvem da Microsoft e a presença pública da empresa na televisão melhorou com as campanhas de propaganda do Laptop Hunters, Windows 7 e Bing.

Ainda assim, devido ao seu tamanho imenso, a Microsoft foi mais afetada pela recessão econômica do que as companhias menores do setor. Então, 2010 deverá ser um ano de reconstruções para a empresa, conforme a economia melhora lentamente, segundo analistas da indústria.

Mas a Microsoft não pode simplesmente esperar pela economia. A companhia deve acirrar a competição e melhorar suas ofertas. Aqui estão quatro desafios para a empresa em 2010.

Não ficar para trás na corrida móvel
O Windows Mobile 6.5 recebeu reviews agressivos quando foi lançado no começo de outubro, chamado por muitos como uma pequena atualização na rota para o Windows Mobile 7.

A questão principal para a Microsoft é a seguinte: Como vencer e manter seus clientes em um mercado cheio de escolhas estabelecidas e bem vistas?

Um fator que não ajuda é o fato do Windows Mobile ser executado em smartphones genéricos que não têm uma marca e reconhecimento. A Microsoft poderia mudar o jogo ao produzir smartphones de marca. A Rim, Apple e Palm já provaram que os consumidores querem um produto de uma fabricante com um nome. O Project Pink é um plano para desenvolver celulares com a marca Microsoft que incluiriam serviços do Zune com o Windows Mobile 7. Mas esperar até que o sistema chegue ao mercado significa um ano sem uma participação ativa da empresa.

A pior parte é que a Microsoft não tem conseguido competir com o iPhone, BlackBerry, Palm ou Google Android. A companhia terá de evitar o esquecimento do Windows Mobile 6,5 em 2010 e cumprir as promessas da próxima versão.

?Se a Microsoft atrasar muito na produção de uma plataforma móvel decente com serviços e parceiros, ela estará fora do jogo?, afirmou o analista da indústria Roger Kay.

Manter a boa repercussão do Windows 7

Uma coisa pode ser dita sobre o Windows 7: não é o Vista. E isso é muito bom para a Microsoft.

O Vista foi uma maldição para a existência da empresa nos últimos dois anos. No começo, o sistema foi criticado pelos problemas de lentidão e compatibilidade, que geraram imagens negativas permanentes.

Já o Windows 7 entrou no mercado de PCs de uma forma mais ampla, com versões para ser executado em todas as plataformas, de computadores ultraportáteis a gigantes tudo-em-um e PCs com tela sensível ao toque. Em geral, o sistema recebeu revisões positivas e as suas primeiras vendas foram melhores em comparação às XP e do Vista.

O desafio para o Windows 7 é continuar sua estratégia de marketing, mesmo se isso significar gastos excessivos contra os comerciais ?I?m a Mac, I?m a PC? da Apple. O sistema também precisa dar atenção aos consumidores e negócios que estão em dúvida sobre gastar dinheiro com computadores em meio a economia instável.

Mas, com a previsão do Gartner de que as vendas de PCs vão aumentar em 2010, o Windows 7 está em vantagem para um crescimento nas vendas, além de novas oportunidades quando os consumidores e negócios começarem a investir novamente.

Cuidados com o Google Apps
É discutível se o pacote de produtividade do Google ou outros serviços gratuitos, como o OpenOficce e o Zoho, são ameaças verdadeiras a um dos centros de renda da Microsoft, o Office.

Recentemente, o entusiasmo dos consumidores pelo Google Apps tem crescido. Já os negócios, que, em sua maioria, usam os servidores Exchange, ainda preferem amplamente as ferramentas do Microsoft Office.

Mas esse trem de sucesso não vai durar para sempre. Com o Google investindo agressivamente em negócios corporativos e com a aceitação da computação em nuvem, os medos das empresas sobre armazenar dados corporativos em ambientes de nuvem devem sumir cada vez mais.

Essa tendência coloca mais pressão no Office 2010, que será lançado em junho do próximo ano. A Microsoft reconhece que o Google Apps pode ser uma ameaça e tem enfatizado o Office Web Apps ? versões baseadas na web e com suporte a propagandas dos aplicativos que serão lançados com o Office 2010.

O desafio para a Microsoft é destacar as vantagens corporativas de se usar o Office Web Apps sem menosprezar a versão desktop do software. Se uma companhia quiser integrar sua produtividade inteiramente na web, a Microsoft terá que oferecer algo no alcance. Caso contrário, o Google vencerá.

Cresça, Bing, Cresça
O objetivo para 2010 com o sistema de buscas Bing é simples: aumentar a receita de publicidade e parcela no mercado. Alcançar essa meta pode ser uma outra história.

O Bing foi chamado de ?sistema decisivo? quando chegou ao mercado em Junho e prometia redefinir os sistemas de músicas ao organizar mais informações na página de resultados do que o Google, além de facilitar reservas de voos e compras de itens.

O sistema não revolucionou as buscas, mas tem se mantido no mercado. A Microsoft lançou novos recursos úteis para o Bing, como informações de clima em tela cheia, prévias flutuantes com retratos dos sites e a integração do Wolfram Alpha ? uma tecnologia computacional que oferece resultados mais profundos para buscas.

Em termos de mercado, a parcela ocupada pelo Bing cresceu quase dois pontos percentuais desde o seu lançamento, com 9,9% atuais, segundo dados de outubro da analista de mercado comScore. Com o
acordo de buscas entre o Microsoft e Yahoo, a estimativa é de que essa parcela aumente.

A Microsoft precisa continuar lançando novos recursos para o Bing e fazer grandes propagandas deles em 2010. Aparentemente, o investimento será amplo. O chefe executivo da empresa, Steve Ballmer, afirmou que planeja gastar de 5,5 bilhões de dólares a 11 bilhões de dólares com o Bing nos próximos cinco anos.
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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