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MP DO BEM: ALTA DE PREÇOS DE PCS SERÁ DE, NO MÁXIMO, 1%

17/12/2009 01:00:00

O aumento da exigência de investimentos em pesquisa e desenvolvimento pela indústria de microcomputadores determinada pela nova versão da medida provisória 472 (que promove mudanças na Lei de Informática e na MP do Bem), deverá promover alta da ordem de 1% nos preço dos computadores. A estimativa é do diretor de relações governamentais da HP e informática da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Hugo Valério.

"A contrapartida aumenta os investimentos em P&D de 2% para 3%. Essa redução havia sido decidida para ajudar na queda de preços, para que esses bens ficassem mais acessíveis. Voltando como obrigação, obviamente ela volta a fazer parte do preço do produto", diz o executivo.

Valério afirma que a HP vai tentar absorver essa variação, mas ressalta que produtos com pouca margem têm mais chances de sofrer a alta. E, em geral, esses equipamentos são os com os menores preços. Já produtos mais sofisticados oferecem uma participação de margem um pouco melhor. Mas Valério ressalta que, se ocorrer, o impacto nos preços não será tão grande. O que pode ocorrer é, no caso de produtos que enfrentem os efeitos e alta de preços, o consumidor buscar por um equipamento de uma faixa inferior.

A avaliação do executivo é que, de modo geral, o texto final da nova medida provisória é positivo e resultará em uma ampliação da inclusão digital e do acesso a computadores. A estimativa da Abinee é que o mercado brasileiro de PCs comercialize 14 milhões de computadores em 2010. Em 2009, foram cerca de 12 milhões de unidades. "A renovação da MP do Bem é o componente necessário para permitir que o crescimento continue", observa Valério.

O presidente da Positivo, Hélio Rotenberg, diz que a empresa mantém a previsão de crescimento das vendas de PCs em 2010 porque já estava contando com a renovação da MP do Bem. Na análise de Rotenberg, o texto final da MP "ficou de bom tamanho", mesmo no que diz respeito à alteração da contrapartida de investimentos em pesquisa e desenvolvimento. "As margens de computadores são baixas, mas essa redução de 25% ficou de bom tamanho. Estamos felizes", afirma.

Pelas contas do presidente da Positivo, o aumento de preços seria da ordem de 0,7%, mas o executivo garante que a fabricante não vai repassar esse percentual. "Investimento não é despesa. Vamos investir em projetos que nos dêem fruto no futuro. [O aumento da contrapartida] penaliza aqueles que não investem em P&D".
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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