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SEIS MARCAS RELACIONADAS À TECNOLOGIA PODERÃO DESAPARECER EM 2010, AFIRMA SITE

04/12/2009 01:00:00

Problemas econômicos, má gestão ou produtos obsoletos nem sempre são dificuldades passageiras para algumas empresas. O site 24/7 Wall St. preparou uma lista de marcas que estarão extintas, segundo análise de especialistas do setor econômico, já em 2010. Seis delas são do setor de tecnologia ou tem relação com ele.

Algumas das marcas sugeridas pelo site são bem famosas, como a revista Newsweek, a fabricante de celulares Motorola, a multinacional de locação de vídeos Blockbuster e a Kodak, do setor fotográfico.

Acompanhe abaixo todos os participantes dessa ?lista negra":

Newsweek
A revista já diminuiu a projeção de circulação de 3,1 milhão para 2,5, número que pode cair ainda mais para apenas 1,5 milhões no próximo ano. A fuga de anunciantes chegou em 29,9% só nos primeiros três trimestres de 2009. O impacto no faturamento não poderia ser outro: a revista sofreu 30 milhões de dólares até agora. Editorialmente, os resultados começa a aparecer, com uma cobertura menor de notícias de última hora e matérias mais aprofundadas. Por sua vez, os internautas já começam a debandar, o site Newsweek.com teve 1,3 milhões de visitantes únicos em Outubro, uma queda de 15%.

Motorola
A companhia de celular e infraestrutura de telecomunicações, que chegou a ser a segunda empresa líder no mercado, caiu na obscuridade. O tempo da empresa de quebrar em pedaços chegou e já tem compradores rondando sua marca. A companhia pretende vender sua divisão de equipamentos wireless e de cabeamento por US$ 4,5 bilhões. A capitalização de mercado é de US$ 19 bilhões e a dívida a longo prazo atinge US$ 3,9 bilhões e, em caixa, US$ 3 bilhões. A divisão de maior sucesso da Motorola, a de celulares, caiu em rendimento quase pela metade no último trimestre.

Talvez o futuro dessa divisão seja o único mais claro: com o lançamento do Droid, a empresa pode respirar. O problema é que o sucesso dessas vendas se devem muito mais ao sistema operacional Android, do Google, do que por mérito próprio. Entre os possíveis compradores, estão a Nokia, Samsung e LG.

Palm
O smartphone da companhia teve um sucesso modesto após o lançamento do Pre. Mas o produto seguinte, o Pixi, não está tendo um bom desempenho. O Pre enfrenta uma competição com o Droid da Motorola e novos handsets da Nokia e Samsung. Sem contar a concorrência esmagadora de outros dois celulares: iPhone e BlackBerry. A Palm precisaria de parcerias com AT&T Wireless e Verizon, grandes empresas de telecomunicações nos EUA, para poder respirar. 

A própria Nokia lançou uma previsão de que as vendas globais de celulares vão crescer no máximo 10% em 2010. O mercado não irá suportar o atual número de fabricantes. Mesmo a LG e Samsung, segunda e terceira respectivamente na liderança desse mercado, têm linhas fracas de celulares. A compra da Palm seria uma maneira fácil para essas duas empresas de avançar no mercado de usuários finais.

Borders
O grupo Borders perdeu a guerra de lojas onlines de livros para a Barnes & Noble e Amazon.com. As ações da companhia caíram de US$ 4,48 para 1,20 e ela vale agora menos de US$ 80 milhões. Outros dados financeiros só comprovam sua derrocada. A operação da Borders caiu para 361 lojas. Com uma dívida líquida de US$ 375 milhões, um competidor como a Barnes & Noble poderia comprar US$ 2 bilhões em rendimentos por uma fração das vendas da empresa e cortar custos gerais e de administração para melhorar margens. A Border está morta há dois anos, mas ninguém se lembrou de se livrar do corpo.

Blockbuster
As finanças da maior locadora mundial de vídeos não vão nada bem. O último trimestre comprova esse dado: a receita caiu de US$ 1,6 bilhões para 910,5 milhões e a companhia só tem US$ 141 milhões em caixa. Atualmente, a empresa tem 3.662 lojas nos EUA e outras 1.703 no mundo. Muitas dessas lojas derão à Blockbuster dívidas no arrendamento e a companhia deveria reduzir bastante de tamanho para sobreviver. Ela tomou fôlego ao renegociar parte da sua dívida e promover um fechamento de lojas em massa. O valor de mercado da empresa é US$ 125 milhões. É certo que ela enfrentará a liquidação após falência em breve.

Fanie Mae e Freddie Mac
Essas duas agências hipotecárias, antes patrocinadas pelo governo norte-americano, perderam muito da sua influência depois da crise econômica. Para o governo é mais fácil mantê-las no limbo do que retomar o controle das empresas. Analistas de mercado chegaram a dizer que suas ações valem zero.

Ambac
O grupo financeiro Ambac uma das ex-seguradoras de títulos sólida que mantinha o mercado unido. Seu futuro é um grande ponto de interrogação atualmente. Para a empresa manter suas operações funcionando normalmente, parece que o mercado de capitais teria de voltar no tempo, na época pré-crise, pois agora a missão parece impossível.

Eastman Kodak
A trajetória da Eastman Kodak tem sido descendente desde a última década. O CEO Antonio Perez não foi capaz de consertar a companhia desde que a assumiu em 2005. A Kodak continua mantendo seus investimentos pesados e encara uma reestruturação tão longa que ninguém lembra quando começou.

Essa já foi uma das maiores marcas americanas do século 20. Mas a entrada no mundo da impressão digital foi tardia e muitas companhias menores se puseram à frente dos esforços digitais da Kodak. Parece que a companhia está numa maré muito pior do que as empresas de mídia impressa. Com a diferença crucial que os jornais podem viver ainda de anúncios de carros e imobiliários (tão logo o setor se recupere também).

Sun Microsystems
A Sun Microsystems pode ser integrada à Oracle ou pode não ser também. Seu destino como companhia independente tem ficado cada vez mais inevitável. A IBM estava interessada na Sun, mas desistiu. E agora a Comissão Européia está de alguma forma preocupada com o controle excessivo do código aberto nas mãos da Oracle, mesmo que a maior parte dele seja gratuito ou tenha sido dado pela Sun para ela por nada.

Com a fusão das empresas bloqueada, a Sun tem de se mexer e rápido. Mesmo que a empresa não seja comprada, deve fazer ofertas de transformação e precisa de uma boa economia para que suar operações cruciais crescem em um patamar rentável. Mesmo que a Sun resista até o próximo ano, não será a mesma empresa que conhecemos atualmente.

E*Trade
O E*Trade, grupo de empresas que prestam serviços gerais relacionados a investimentos e finanças, é uma grande companhia com uma boa base de clientes. Mas foi ao chão ao oferecer empréstimos de risco e atuar como ?banqueiro para usuários finais?. A empresa ainda tem uma difícil jornada, empregou todo esforço apenas passar pela tormenta, e pode não ter recursos para se reerguer.
 
 
 
 
Fonte: Uol

 
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