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MERCADO PODE SER OBRIGADO A CHAMAR OS SMARTBOOKS POR OUTRO NOME

01/12/2009 01:00:00

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O smartbook é uma categoria de computador portátil que tem como principais características a conexão 3G, tamanho reduzido, processador de baixo consumo, alta duração de bateria (pode chegar até 10 horas exibindo vídeo ininterruptamente) e preço mais acessível. Até aí tudo bem, não fosse o fato de o termo "smartbook" já existir antes que os smartbooks fossem inventados.

A alemã Smartbook AG registrou esse nome para designar os computadores portáteis que fabrica e que, aliás, são do tipo netbooks. Uma visita ao site da empresa mostra o símbolo que representa o registro da marca.

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E como toda empresa que detém direito sobre determinada marca, ela resolveu se proteger e entrou na justiça é muito provável que, em breve, veremos os "smartbooks" já sendo comercializados sob uma designação genérica diferente, quem sabe como mininetbook.

Ações desse tipo já ocorreram antes. No final da década de 1990, a empresa Psion produziu um miniportátil que levava o nome de NetBook. Anos depois, em meados de 2008, a Intel começou a utilizar o termo "netbook". Em dezembro daquele ano, a Psion tentou bloquear o uso do nome, alegando ser uma marca registrada. Mas o processo não foi adiante, até porque o equipamento da Psion já não era mais fabricado desde o 2000. 

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NetBook, da Psion, fabricado na década de 1990

Mas a situação no caso do Smartbook é diferente. A empresa homônima continua fabricando seus produtos.

Outros fabricantes que produzem smartbooks alegam que o termo que os designa deve ser considerado genérico, como "desktop" ou "notebook".

Independentemente de assuntos relativos à designação do equipamento, a questão que realmente importa é saber se os smartbooks - ou seja lá, o nome que vierem a ter - irão fazer sucesso.

Os consumidores têm-se mostrado resistentes a dispositivos computacionais portáteis grandes demais para serem carregados no bolso e ainda por cima com capacidade reduzida.

Em contrapartida, a popularização dos smartphones e declínio do sistema operacional como fator determinante na hora de comprar um computador, é provável que os smartbook deixem de ser uma ideia tão absurda.

 
 
 
Fonte: Pcworld

 
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