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COMPRAR PC NO EXTERIOR EXCLUI GARANTIA DO PRODUTO

16/11/2009 01:00:00

Comprar nos Estados Unidos um notebook cheio de recursos por um preço muito abaixo do cobrado no Brasil pode virar uma dor de cabeça. Se surgir algum problema, você corre o risco de viver uma via-crúcis até obter o atendimento desejado --mesmo assim, terá de pagar, pois são poucas as multinacionais que atuam no país e honram --sem restrições-- a garantia de seus produtos comprados no exterior.

Essa política de não atendimento também é praticada em outros países. Nos Estados Unidos, a reportagem da Folha ouviu de um executivo da HP a explicação de que os produtos comerciais (os destinados ao grande público) "não foram feitos para circular pelo planeta".

Colin Archer -1.jun.07/AP
Jovem usa computador em escola de Long Beach, nos EUA; comprar equipamento no exterior dá risco de viver uma via-crúcis para manutenção
Jovem usa computador em escola dos EUA; comprar equipamento no exterior dá risco de viver uma via-crúcis para manutenção

Uma forma de se prevenir contra isso é comprar um certificado de garantia internacional --o que, evidentemente, aumenta a conta. O certificado de "global warranty" faz com que os possíveis problemas apresentados pelo aparelho possam ser reparados sem outros custos aqui no Brasil.

Mas há empresas, como a Nokia, que nem sequer oferecem a opção de compra da tal garantia internacional. Segundo a fabricante de telefones celulares, o consumidor que adquiriu seu produto fora do Brasil pode encaminhar o aparelho para o reparo, mas terá que pagar pelo conserto.

Outras empresas ouvidas pela Folha dizem que prestam assistência técnica gratuita no período de garantia, mas apresentam uma série de restrições. A Panasonic só oferece garantia internacional para suas linhas de câmeras fotográficas e filmadoras digitais.

No caso da HP, a garantia só vale para os produtos trazidos de fora do país que já circulam no mercado local. "A HP Brasil não dispõe de partes e peças para suportar um produto não comercializado no mercado local", explicou Regina Higa, gerente de operação e reparo da empresa. A HP se oferece para ajudar o cliente a acessar o suporte de outros países.

Por seu lado, a Apple afirma que oferece suporte internacional aos seus produtos, mas deixa de fora um de seus sucessos, o iPhone.
A LG é outra que impõe restrições. "Hoje, no Brasil, a LG atende somente notebooks, no caso em que o produto foi comprado fora e o cliente pagou pela garantia internacional", informou a empresa.

Apesar disso, "se o produto não tem garantia global, mas existe fábrica no país [a LG tem fábrica em Manaus e Taubaté], é respeitada a garantia legal de três meses", informou.

HTC, Kodak e Philips afirmam oferecer garantia global para todos os seus aparelhos.

A política de não dar garantia a produtos comprados no exterior é perfeitamente legal, segundo Márcia Christina Oliveira, do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) de São Paulo. "A empresa não tem nenhuma obrigação em relação a isso", diz ela.

Oliveira recomenda que o cliente verifique a existência da garantia global na hora da compra fora do país. "O consumidor que quiser uma garantia desse tipo precisa checar a representação da marca no seu país antes de comprar e pedir o suporte global por escrito."

As garantias globais valem apenas para produtos comprados com nota fiscal e trazidos legalmente para o Brasil. Você pode trazer US$ 500 em produtos (se vier por via aérea ou marítima) para o país. No caso de valores superiores, o viajante deve informar a Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br) e pagar os impostos.
 
 
 
Fonte: Folha

 
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