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OI, TELEFÔNICA E BRT IGNORAM NOVAS REGRAS DE CALL CENTER

02/10/2009

As operadoras de telefonia fixa BrT, Oi e Telefônica apresentam uma série de irregularidades quanto ao cumprimento das regras impostas pela nova lei de call center, ou lei do SAC, aponta uma pesquisa realizada pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

O estudo realizado entre os dias 21 e 24 de julho deste ano envolveu quatro ligações para cada uma das operadoras com o objetivo de avaliar a acessibilidade do serviço, a qualidade do atendimento, o acompanhamento das demandas e o procedimento para a resolução, além do tratamento dado ao pedido de cancelamento do serviço.


Dos 31 critérios analisados pelo Idec, a Oi cumpriu menos da metade (14 quesitos), a Telefônica fez 18 pontos e a Brasil Telecom, que se fundiu à Oi, completou 21 pontos, mostra a análise publicada na revista do Idec, em setembro.

O Decreto 6.523/08, que está em vigor desde 1º de dezembro de 2008, estabelece uma série regras para o SAC dos setores regulados pela esfera federal (entre eles o de telefonia), incluindo prazo máximo de um minuto de espera pelo consumidor e opção de acesso direto ao operador do call center no menu inicial.

"Quando o objetivo era cancelar o serviço, o desrespeito foi notável" destaca o Idec. "Embora o Decreto determine que a solicitação deva ser atendida imediatamente e pelo primeiro atendente, os operadores não foram objetivos e tentaram dissuadir o consumidor do cancelamento."

A qualidade do atendimento foi o que mais deixou a desejar, segundo a pesquisa. "Nenhum funcionário, por exemplo, soube explicar adequadamente sobre a portabilidade numérica, embora a medida esteja em vigor em todo o país desde março", afirma o instituto.

Em relação à portabilidade, segundo o Idec, o atendente da BrT deu a informação incorreta de que o cliente deveria cancelar a linha antes de solicitar a portabilidade à outra operadora e não mencionou os documentos necessários para a mudança. Já o atendente da Telefônica afirmou ser papel da empresa para a qual o pesquisador estava interessado em migrar esclarecer as suas dúvidas.

Na avaliação da entidade, as operadoras não investiram o suficiente para se adequar às mudanças, e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) peca na fiscalização e na punição.

Faltas graves
"Embora o SAC da BrT tenha obtido o melhor resultado, ainda está longe do ideal, visto que dez itens foram descumpridos", informa o Idec. Entre os destaques negativos, a operadora realizou transferências indevidas em ligações para cancelamento de serviço, que ocorreram nas duas vezes em que o pesquisador ligou.

A Telefônica, em segundo lugar, falhou ao exigir digitação do número do CPF do titular da linha antes de a ligação ser transferida ao atendente e não apresentar as opções de falar com um atendente, fazer reclamação e cancelar, no primeiro menu eletrônico, como determina a lei. Além disso, segundo a entidade de defesa do consumidor, o sistema de reconhecimento de voz da operadora não compreendeu a solicitação do pesquisador.

A Oi apresentou o pior resultado no teste pelo atendimento inadequado em várias ligações. Em três delas, os primeiros atendentes disseram não ser aptos para resolver as demandas (inclusive cancelamento) e transferiram a ligação. "Para piorar, em algumas chamadas o segundo atendente pediu que o pesquisador repetisse sua solicitação", observa a análise do Idec.

O número do protocolo de atendimento continua sendo um problema entre as concessionárias de telefonia, que não enviam a informação por SMS ou e-mail ao cliente, mesmo com o pedido do cliente. "Os atendentes também não tinham acesso ao histórico das demandas, e nenhuma das três empresas enviou a gravação das ligações ao pesquisador, o que é gravíssimo", aponta o Idec.

A instituição conclui que "boa parte dos direitos do consumidor assegurados pela regulamentação é ignorada pelo atendimento das concessionárias de telefonia fixa."

No final de julho deste ano, as operadoras de telefonia Oi e Claro foram acionadas pelo Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), órgão ligado ao Ministério da Justiça, pelo descumprimento à Lei do Call Center. Em agosto, as operadoras propuseram ao Ministério da Justiça um acordo envolvendo melhorias em seus serviços para evitar o pagamento da multa de até 300 milhões de reais para cada empresa.
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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