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JORNAL DOS EUA APONTA ´ÊXODO´ DE USUÁRIOS DO FACEBOOK

03/09/2009

O site de relacionamentos Facebook, cuja base de usuários ultrapassa os 250 milhões, está sofrendo um "êxodo" de usuários. Os principais motivos, elencados pelo jornal "The New York Times" na semana passada, são a "perseguição" feita por outros usuários e a privacidade comprometida.

De acordo com o diário, o fenômeno de abandono não é evidente pelos números --as estatísticas da empresa comScore apontam que o Facebook atraiu 87,7 milhões de visitantes únicos nos Estados Unidos em julho. Mas, enquanto as pessoas ainda entram no Facebook e visitam compulsivamente o site, um pequeno mas noticiável grupo está desistindo. Alguns deles, alardeando a saída.

Bazuki Muhammad/Reuters
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Site de relacionamentos Facebook, cuja base de usuários ultrapassa os 250 milhões, está sofrendo um "êxodo" de usuários

O usuário Leif Harmsen chegou a fazer uma "cruzada" contra o site. Quando ele integrava o site, sua mãe, apressadamente, julgou que "o Facebook é o diabo". Agora, fora dele, o internauta concorda.

Ele diz, não inteiramente em tom de brincadeira, que considera o site um regime repressivo semelhante ao da Coreia do Norte, e vende camisetas com as palavras "Shut Your Facebook" (Encerre o seu Facebook, em tradução livre).

Os principais argumentos dados pelo internauta são a comercialização e a regulação da vida pessoal e social. Como o site se esforça para ser um eixo da internet --em outras palavras, com o intuito de competir com o Google, e de ganhar dinheiro com a informação que recolhe-- é inevitável que algumas pessoas o vejam como um "Big Brother".

"Quanto mais dependentes nós nos tornamos de algo como o Facebook --e o site faz tudo ao seu alcance para torná-lo mais dependente--, mais o Facebook pode e abusa de nós", explicou Harmsen. "Não é ´seu´ perfil no Facebook. É um perfil no Facebook sobre você."

Outro internauta, cuja identidade não é revelada pelo jornal, diz que o Facebook o fez questionar sua noção acerca das amizades on-line. "É fácil pensar no círculo de "Amigos" [do Facebook] como um círculo coerente, claro e sólido, quando na realidade a expansão da sua rede de contatos é composta por uma ´pintura gotejante´, o que dá uma melhor [e visual] analogia". O usuário não explicou o que aconteceu com esta "pintura gotejante", mas afirma que "as postagens que parecem privadas podem se espalhar e escorregar imprevisivelmente, em uma espécie de estatutos semipúblicos".

Julie Klam, uma escritora e usuária ferrenha do Facebook, disse que "teve notícias do êxodo, e realmente sinto que as crianças cansaram do novo brinquedo". Klam, que ainda posta no Facebook mas prefere o Twitter para contatos profissionais, diz que "o Facebook é bom para encontrar pessoas, mas a novidade se esgotou. Todos foram encontrados". Há um tempo atrás, de acordo com o jornal, ela "sentiu o Facebook morto".

"O Facebook está condenado a se tornar uma cidade-fantasma, executado por usuários zumbis que nunca atualizam suas páginas e pacotes de marketing? Triste, em caso afirmativo", pondera o jornal. "Embora talvez predestinado --como o desaparecimento de uma panelinha da faculdade."
 
 
 
Fonte: Folha

 
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