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NÃO É O YOUTUBE QUE MATARÁ A TV, MAS SIM A INTERNET

27/08/2009

26 de Agosto de 2009
Não é o YouTube que matará a TV, mas sim a internet
chad_post
Hurley diz que site dividirá receita com responsáveis por vídeos de sucesso
 
Não adianta culpá-lo: o YouTube não será o responsável pela morte da TV. Ele é apenas um veículo para que a internet, ela sim, dê fim à televisão tal como a conhecemos hoje.

Quem defendeu a ideia foi o cofundador do principal site de compartilhamento de vídeo do mundo, Chad Hurley, na palestra que fechou o primeiro dia do Digital Age 2.0 2009, em São Paulo.

Em um bate-papo com a presidente e publisher do Now!Digital Business, Sílvia Bassi, e o diretor de redação da editora, Ralphe Manzoni Jr., Hurley analisou o desenvolvimento do site e adiantou possíveis inovações no serviço.

As novidades sobre as quais o YouTube trabalha se concentram tanto na rentabilização do vasto catálogo de conteúdo (são cerca de
20 novas horas de vídeo por minuto)  como em mudanças estéticas na interface do site, com o objetivo de ajudar a navegação por parte do usuário.

Ainda que não revele números, Hurley afirmou que o YouTube vem desenvolvendo modelos de negócio que fizeram com que o último trimestre fosse o de maior arrecadação do serviço.

O site, porém, terá que diversificar as formas de rentabilizar seu negócio, indo além da reprodução tradicional de anúncios. "Conteúdos diferentes exigem formatos publicitários diferentes", afirmou.

Os planos de explorar novos modelos de peças publicitárias  têm como premissa também a divisão da receita com a comunidade responsável por vídeos virais de sucesso. Trata-se de uma forma de "estimular a criação de bom conteúdo", disse Hurley.

O serviço também trabalha para aumentar a sociabilidade entre seus usuários, com recursos que permitam mostrar o que amigos estão assistindo em tempo real. Um novo desenho para o site está em fase de preparação. 

"Nos próximos meses, o YouTube se tornará uma experiência mais limpa e centrada no vídeo. Mudamos o header recentemente. O site é poluído. Pressiono muito os designers em relação a isso", revelou.

Na parte técnica, o site deve fazer investimentos que o credenciem como ferramenta de exibição de conteúdos longos e em alta definição, na tentativa de quebrar a imagem de serviço para vídeos curtos e de baixa qualidade, segundo Hurley.

A preocupação com a velocidade de exibição e um catálogo mais longo e extenso, questões já trabalhadas pelo site, são algumas das características que o executivo espera ver no YouTube em dez anos.

Ao comentar o potencial que a internet tem para matar o atual modelo de televisão, Hurley elogiou nominalmente o
Hulu, serviço de vídeos rival do YouTube que nasceu da parceria com canais de TV.

"O Hulu é ótimo! Ele tem modelo de negócios e ótima experiência para usuários", afirmou. Por mais que diga que não se vê como rival do Hulu, Chad admite que  YouTube tem como concorrentes "aqueles que disputam tempo online conosco".

Hurley ainda deu a entender que o plano do YouTube de oferecer
transmissão de vídeo ao vivo foi cancelado. "Pensamos e discutimos o assunto no passado. Vídeo ao vivo é importante para eventos grandes, como esportes".

 
 
Fonte: IdGNow

 
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