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ANATEL ADIA DECISÃO SOBRE SPEEDY PARA PRÓXIMA SEMANA

21/08/2009

Ainda não será nesta semana que a Telefônica poderá retomar as vendas de seu serviço de acesso à internet em alta velocidade, o Speedy. O assunto esteve na pauta da reunião do conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizada nesta quinta-feira (20/08), mas a decisão foi adiada para a próxima quinta-feira (27/8), quando a diretoria do órgão regulador volta a se reunir.

O adiamento na decisão deu-se porque o conselheiro Plínio de Aguiar Júnior pediu vistas do processo, ou seja, pediu mais tempo para analisar o assunto. A Anatel avalia se a Telefônica cumpriu as determinações indicadas nos itens I e II do documento que proibiu a venda do Speedy desde 23/6. A operadora informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não vai comentar o assunto.

A comercialização de novas assinaturas do Speedy foi suspensa devido aos diversos problemas na prestação do serviço registrados este ano. Em 17/7, a Telefônica anunciou a conclusão da primeira das três etapas do plano de recuperação do serviço que envolve investimentos da ordem de 70 milhões de reais.

Histórico
A mais séria das falhas do Speedy ocorreu em julho de 2008, quando os
clientes da empresa ficaram por 36 horas sem o serviço. Na ocasião, um problema no roteador, equipamento que faz o controle do tráfego da internet, em Sorocaba, interior de SP, foi apontado pela empresa como o responsável pela pane.

Em abril, o serviço de banda larga da Telefônica ficou instável por quase uma semana. A empresa apontou ataque de crackers como o motivo para a instabilidade do Speedy.

No começo de junho de 2009, foi a vez da telefonia fixa enfrentar problemas, deixando mudos telefones de várias regiões do Estado de São Paulo por 14 horas. Desta vez, a Telefônica culpou um prestador de serviço, que cometeu uma falha humana, de acordo com comunicado distribuído pela operadora.

Uma reportagem de COMPUTERWORLD, que ouviu especialistas e ex-funcionários do alto escalão da operadora, aponta que a excessiva terceirização de serviços e a falta de investimentos estão na raiz dos problemas enfrentados pela companhia.

Em junho, nova instabilidade afetou os usuários do Speedy. A Telefônica disse que os problemas eram localizados e não afetavam vários clientes do serviço.
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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