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NOVOS SERVIÇOS AJUDAM A PROTEGER ATIVISTAS NA WEB

20/08/2009

O ativista de direitos humanos chinês Shi Tao foi condenado a 10 anos de prisão em 2005 depois que autoridades do país o localizaram por meio de informações fornecidas pelo Yahoo.

O site deu ao governo chinês informações sobre a localização do ativista quando ele acessou sua conta de email. Isso foi suficiente para rastreá-lo e colocá-lo na cadeia.

Agora, ativistas de direitos humanos estão buscando em uma nova geração de ferramentas de privacidade na Internet formas para evitar que as empresas consigam esse tipo de informação, na esperança de que isso proteja dissidentes como Shi.

Uma dessas ferramentas, o Tor, embaralha as informções antes de mandá-las para a Web. O programa esconde a localização do usuário e consegue burlar firewalls. Estas características tornam a ferramenta muito popular entre ativistas em países como a China ou o Irã.

"O Tor é um túnel. O que passa por ele sai do outro lado intacto", disse Andrew Lewman, diretor-executivo da Tor Foundation, que recebe financiamento do governo norte-americano. Os Estados Unidos são, inclusive, um de seus principais patrocinadores, tendo contribuído com 250 mil dos 343 mil dólares da receita divulgada pela organização não-lucrativa em 2007.

A ferramenta permite que quem navega na Web consiga burlar softwares de censura --tanto aqueles instalados pelo governo quanto por empresas para que seus funcionários não acessem sites de relacionamento como o Facebook.

Mas o Tor também pode ajudar criminosos a não serem detectados ao usarem a Internet para atividades como spam, falsidade ideológica e pedofilia.

O Tor funciona como um pacote de softwares gratuito, disponível no site http://www.torproject.org . Ele inclui versões para o navegador Firefox, além de outros programas.

O programa conecta o usuário a um segundo PC que se liga a um terceiro computador que não sabe a localização da primeira máquina. Quando os dados são transmitidos pela Internet, fica impossível rastrear a identidade da pessoa que acessa a Web.

Um problema é que a proteção da identidade surge às custas de velocidade de conexão. Nem todos os usuários aceitam permitir que fluxo de dados passe por seus computadores, o que torna o serviço muito mais lento que uma navegação normal pela Internet.

O Tor compete com várias outras tecnologias, incluindo uma conhecida como Freegate, que o movimento Falun Gong, banido na China, desenvolveu para permitir seus membros se comunicarem em segredo.

O Freegate funciona sobre uma rede dedicada paga por uma companhia norte-americana que detém o sistema, conhecido como Dynamic Internet Technology (DIT).

O DIT também vende um serviço de email que contorna filtros contra spam instalados para eliminar mensagens relacionadas a direitos humanos e outros temas sensíveis. Entre os clientes estão a Voz da América e o Human Rights na China.
 
 
 
Fonte: Uol

 
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