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TESTAMOS O WINDOWS 7: SAIBA O QUE LHE AGUARDA A PARTIR DE 1º SETEMBRO

18/08/2009

O estágio que precede o lançamento comercial de um software é aquele em que os fabricantes de computadores recebem o produto para que possam fazer os ajustes finais em seus equipamentos antes de a venda começar. E é nesta fase que o novo sistema operacional da Microsoft está. E agora que o Windows 7 RTM (Release To Market, pelo nome em inglês) está nas mãos dos fabricantes, é chegado o momento de olhar bem de perto todas as funcionalidades que o software vai trazer.

Muitos usuários pensam que, por causa das inúmeras similaridades entre o Windows 7 e o Windows Vista, o novo Windows será, na essência, uma grande atualização do Vista, um enorme Service Pack. Na realidade, o Windows 7 é um sistema operacional sólido, com bom desempenho, livre dos inúmeros fatores que prejudicaram a aceitação do Vista.

As melhorias de velocidade e de interface, combinadas a mais facilidade no gerenciamento de documentos, contribuem para fazer deste novo sistema operacional uma atualização que vale a pensa considerar.

Instalação e desempenho
Para avaliarmos todos os pontos favoráveis e contrários ao novo sistema operacional, instalamos o Windows 7 RTM em um notebook ?velhinho?, um Dell Inspirion E1505 equipado com processador Intel Core Duo de 1,83 GHz e 1 gigabyte (GB) de memória RAM. Em vez de uma atualização, optamos por uma instalação limpa (do zero), processo que levou aproximadamente 45 minutos (já contabilizadas as reinicializações habituais).
 

A instalação como um todo foi tranquila, com duas pequenas anormalidades. Depois de instalado o Windows 7, a placa de vídeo não foi reconhecida. Como alternativa, escolhemos um driver VGA genérico e a consequência imediata disso foi a impossibilidade de utilizar a resolução máxima do portátil (1280 por 800). Contudo, o Windows 7 rapidamente solucionou o problema sozinho: ele fez um download automático do drive apropriado por meio do Windows Update. Claro, depois de mais uma reinicialização.

Vale frisar que o mesmo problema também aconteceu com as versões prévias do Windows 7 que testamos, aí incluída a RC1. Mas o RTM trouxe um pequeno avanço; no RC1, tivemos de localizar e instalar o drive manualmente. O Windows 7 fez isso sozinho. O melhor seria se a instalação original fosse capaz de usar o drive correto desde o começo. Será necessário esperar para ver se, no lançamento do Windows 7, em outubro, esta falha será corrigida ou irá se tornar um problema comum para os usuários.

Mais problemático, porém, é uma falha que também afeta todas as versões anteriores do Windows 7: não foi possível fazer funcionar a interface Aero, mesmo após a instalação do driver ter sido realizada.

Na janela do recurso de solução de problemas do Painel de Controle, digitamos ?Display Aero Desktop effects? e o Windows identificou o problema. O Gerenciador de desktop do Windows estava desabilitado; bastou habilitá-lo para solucionar o problema definitivamente. Nas versões anteriores, o problema tornava a acontecer a cada nova inicialização do sistema.

No lado positivo, o desempenho, mesmo em nosso notebook velhinho, foi bem melhor do que o registrado pelo Windows Vista nesta mesma máquina. O funcionamento da interface Aero foi suave, as janelas e caixas de diálogo apareciam rapidamente e não experimentamos qualquer lentidão. O Painel de Controle e seus diversos applets abrem quase instantaneamente, sem as demoras comuns, típicas do Windows Vista.
 
 
A nova barra de tarefas
À primeira vista o Windows 7 não parece muito diferente do Vista. Mas bastam alguns minutos usando o novo sistema operacional para se verificar que há diferenças significativas entre eles.

A mais notável delas é, com certeza, a nova barra de tarefas, que substitui - ao mesmo tempo - a barra de início rápido de aplicativos (Quick Launch) e a antiquada barra de tarefas (a que permite alternar entre as aplicações que estão sendo executadas). A nova barra de tarefas combina as duas funcionalidades, como o Dock do Mac OS X. E, de forma geral, faz esse trabalho de forma muito satisfatória.

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Barra de tarefas: ela agora tem função dupla


Ícones maiores na barra de tarefas são usados para executar aplicativos e também para alternar entre as janelas que estiverem abertas desses mesmos aplicativos. Como na antigo Quick Launch, basta clicar em um ícone para rodar o programa associado a ele. Caso a aplicativo já esteja em execução e possua mais de uma janela aberta na barra de tarefas, o ícone do aplicativo irá mudar para exibir múltiplos ícones agrupados todos juntos.

Por exemplo, se existirem três documentos do Word abertos, serão exibidos três ícones do Word. Passe o mouse sobre os ícones que estão empilhados e miniaturas (thumbnails) de todas as janelas abertas irão surgir acima da barra de tarefas. Passe o mouse sobre qualquer destas miniaturas e você verá a janela em tamanho real. E para ir diretamente para determinada janela, basta clicar em sua miniatura. Também é possível fechar uma determinada janela a partir do seu thumbnail; basta clicar no pequeno X vermelho que fica localizado no canto superior direito do próprio thumbnail.

Internet Explorer, Windows Explorer e Windows Media Player têm ícones que ficam permanentemente fixos na barra de tarefas, por padrão. O o usuário pode colocar outros ícones lá: basta arrastar o ícone da aplicação desejada e soltá-lo sobre a barra de tarefas.

O que acontece caso se tenha um aplicativo com tantas janelas abertas cujas miniaturas lotem a barra de tarefas? É o que chamamos de overflow de thumbnail. Neste caso, ao passar o mouse sobre o ícone do aplicativo na barra de tarefas, uma lista de arquivos irá surgir, no lugar de miniaturas. O funcionamento desta lista é similar - selecione um arquivo da lista e ele irá se comportar como se fosse um thumbnail.

Alguns usuários vão precisar de algum tempo para se acostumar à nova barra de tarefas. Passada esta fase, a produtividade com certeza será maior, principalmente quando se trabalha com múltiplos aplicativos e janelas abertas. Em situações como estas, no Windows Vista, a barra de tarefas fica rapidamente lotada, prejudicando a localização daquele item que se deseja utilizar. No Windows 7, localiza-se rapidamente o que se deseja simplesmente por passar o mouse sobre o ícone do aplicativo desejado.

Na realidade, a nova barra de tarefas do Windows é melhor do que o Dock do Mac OS X, no qual foi inspirada. No utilitário da Apple não se obtém uma visualização de todas as janelas abertas de uma determinada aplicação. Contudo, o Dock e o Exposé (outra funcionalidade do Mac OS X) possuem uma série de funcionalidades que a nova barra de tarefas do Windows 7 não tem. Quem sabe, em uma futura atualização da barra de tarefas, a Microsoft ?roube? algumas dessas ideias do Exposé.

Jump List
A barra de tarefas possui uma funcionalidade associada chamada Jump List e que a torna ainda mais útil. Quando se clica com o botão direito no ícone de uma aplicação na barra de tarefas, um menu será exibido com ações relacionadas à aplicação - e a lista varia de acordo com o aplicativo selecionado.

Por exemplo, ao clicar como o botão direito no ícone do Word, o usuário verá uma lista dos arquivos recentemente utilizados; já o ícone do Internet Explorer irá exibir a lista dos sites mais frequentemente visitados.

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Jump list: exibe ações associadas a uma determinado aplicativo


Além de listas de arquivos, a jump list inclui ações que podem ser executadas. Por exemplo, ao clicar com o botão direito no Windows Media Player, uma das ações é que permite reproduzir uma música. Pode-se ainda fechar todas as janelas abertas ou fixar o aplicativo na barra de tarefas, caso ele ainda não esteja lá.

Mas atenção: caso um aplicativo não esteja fixado na barra de ferramentas, enquanto ele estiver sendo utilizado, seu ícone irá figurar na barra, desaparecendo assim que o aplicativo for fechado.

De forma análoga, programas recentemente utilizados que são exibidos no menu Iniciar oferecem uma lista dos arquivos que eles manipularam por último, a mesma que é exibida para as aplicações no Jump List; uma seta é exibida próxima à aplicação que possui esta facilidade. Clique nela para ver a lista, clique em qualquer dos arquivos para abri-lo novamente.

Tanto a barra de tarefas quanto a Jump List possuem funcionalidades escondidas. Pode-se, por exemplo, fixar arquivos a uma Jump List para um programa que normalmente não manipula arquivos daquele tipo Para isso, basta arrastar o arquivo para o ícone do programa na barra de tarefas. Desta forma, pode-se abrir um arquivo com uma determinada aplicação que normalmente não seria usada para manipulá-lo sem precisar fazer modificações definitivas com a associação do arquivos.

Usuários que utilizam conexão remota com desktop ficarão felizes por ver que ao fixar o ícone de conexão remota na barra de tarefas, todas as conexões remotas salvas serão adicionadas a um Jump List. Isso tornará muito mais fácil controlas PCs remotamente em uma rede, por exemplo.
 

Uma nova Aero
Sem sombra de dúvida, uma das melhores coisas que o Windows 7 fez com relação à interface do sistema operacional é o Aero Peek. Trata-se de uma modificação na interface Aero que permite que você visualize o que está ?acontecendo? por trás da janela que está aberta. Um utilitário que deixa o ícone Show Desktop do Vista com vergonha.

O pequeno botão do Aero Peek está localizado no canto direito da barra de tarefas do Windows 7. Passe o cursor do mouse sobre ele e todas as janelas abertas irão desaparecer ? e você poderá ver sua área de trabalho. No entanto as janelas abertas não somem por completo, e você consegue ver o contorno de cada uma delas.

Por exemplo, se você tem quatro janelas abertas, você verá o contorno de cada uma delas, mesmo se estiverem sobrepostas. Para ver a área de trabalho sem o contorno das janelas, clique no botão do Aero Peek em vez de apenas passar o cursor por cima. Neste caso, irá funcionar exatamente igual à função Show Desktop do Vista.

Esta função faz mais do que apenas oferecer uma espiadela na área de trabalho. Se você usa gadgets e eles estão escondidos por outras janelas abertas, o Aero Peek permite que você passe por todas as janelas abertas do dispositivo, pois o Windows 7 considera gadgets como parte da área de trabalho. Além disso, se você mantém muitas janelas abertas, é uma rápida e fácil maneira de ver quais janelas estão abertas.

Alternar entre as janelas abertas usando o comando Alt-Tab foi melhorado com o Aero Peek. Agora, quando você usa o Alt-Tab para circular entre as janelas, além de visualizar a janela selecionada, você também navega na área de trabalho para ver o que está aberto por lá, além de ver os contornos de qualquer janela aberta.

O Aero Peek está diretamente ligado à barra de tarefas. Desligue o Aero Peek e você não verá mais os thumbnails das janelas quando passar o cursor do mouse sobre os ícones dos aplicativos abertos na barra de tarefas; você verá apenas uma listagem. Para ativar e desativar o Aero Peek basta clicar com o botão direito do mouse sobre o ícone retangular do utilitário, marcando e desmarcando a caixa próxima a ?Peek at desktop?.

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Aero Peek: você pode ?bisbilhotar? todas as janelas abertas na área de trabalho

Mais interface
Um dos truques favoritos na interface do Windows 7 são os modos como as janelas são minimizadas, maximizadas e movidas. Arraste o ícone do programa que está na barra de tarefas até o topo da tela e a janela será maximizada. Quando você arrasta novamente a janela para a barra, ela será minimizada. Arraste qualquer janela para o canto esquerdo ou direito da tela e a janela tomará toda aquela parte da tela.

Existem outras melhorias também. Você agora pode ativar e desativar a pré-visualização do Windows Explorer apenas clicando um botão, o que no Vista levava alguns cliques para ser feito. Agora quando você está na página principal do Painel de Controle e clica em qualquer categoria, a tela inicial desta categoria se posiciona no lado direito e apresenta uma lista do lado esquerdo com todas as ações relevantes.

Também está mais fácil modificar a área de notificação (localizada no lado direito da barra de tarefas, onde aparece a data e a hora e ícones dos programas sendo executados) e deixá-la livre dos ícones através de uma nova caixa de diálogo. E quando quiser personalizar sua área de trabalho, você pode escolher e customizar temas com mais facilidade, clicando com o botão direito na área de trabalho e selecionando Personalizar.

Muitos applets do Windows 7, incluindo o Paint e o WordPad, agora possuem uma interface Ribbon, como a que existe no Office 2007 e que também irá migrar para o Office 2010. Além disso, a barra lateral do Vista, que permite que você utilize um número determinado de gadgets na área de trabalho, foi eliminada; os gadgets agora podem ficar em qualquer lugar da área de trabalho.

O botão Iniciar não se sobressai mais na barra de tarefas, e tem mais brilho do que o existente no Windows Vista. O botão para desligar o Windows também melhorou: clique na seta do botão e você terá uma lista de opções para desligar, incluindo mudar de usuário. Existem outras mudanças similares em cada nível do sistema operacional, dando a ele uma usabilidade melhor que a no Windows Vista.

Finalmente, no Windows 7, a Microsoft parece ter encontrado seu lado artístico, pois além das fotografias e cenas da natureza em alta resolução que a empresa oferece como plano de fundo da área de trabalho, existe uma miscelânea de imagens que vão desde desenhos psicodélicos a personagens da Disney e animações japonesas.

Um agora útil controle de conta de usuário
Responda rápido: qual é a função mais irritante no Windows Vista? Apostamos que o campeão será a Conta de Controle do Usuário (UAC, pelo nome em inglês), método da Microsoft de manter seu computador a salvo. Infelizmente muitos usuários acharam o UAC tão inconveniente que o desligaram por completo. No Windows 7, o UAC finalmente consegue ser um bom equilíbrio entre segurança e usabilidade.

Poucas janelas de prompt aparecem agora, e quando surgem é porque são realmente necessárias. Quer alterar a data e hora no seu PC? Com o Vista você teria um prompt do UAC. No Windows 7 você não terá esse inconveniente.

Além disso, o UAC agora também é personalizável. No Vista as opções eram ligar e desligar. No Windows 7 você tem mais controle de como ele pode funcionar, utilizando um controle em slider para alternar entre quatro configurações distintas:

Sempre me Notifique (funciona como o UAC do Vista): Quando você faz mudanças para o seu sistema, ou quando um software é instalado, ou quando um programa tenta modificar seu sistema, um prompt aparece.

Padrão: notifique somente quando o programa tentar modificar meu sistema. Como o nome diz, é um padrão do Windows 7. Você só verá um prompt do UAC quando o programa tentar alguma modificação. Como parte deste prompt, sua área de trabalho ficará escura, assim como ocorre no Vista.

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UAC: você agora pode personalizá-lo


Notifique-me somente quando os programas tentar fazer mudanças em meu computador (sem escurecer minha área de trabalho): esta ação é idêntica a Padrão, com apenas uma mudança: quando o prompt do UAC aparecer, sua área de trabalho não ficará escura. Você deve escolher essa opção caso sua área de trabalho demore muito tempo para se recuperar do apagão.

Nunca me notifique: neste caso o UAC é desligado por completo. Os usuários do Windows Vista ficarão um pouco confusos com um aspecto do novo UAC. No Windows 7, assim como no Vista, a função exibe um pequeno e multicolorido ícone de um escudo próximo de qualquer seleção ou configuração que traz um prompt do UAC, mesmo sob a configuração mais restrita do UAC.

No Windows 7 o escudo fica lá, não importa qual configuração do UAC está usando. Portanto, se você mantém a opção Padrão do UAC, você verá o ícone próximo a muitas configurações, como a que modifica a data e hora do seu sistema. Mas quando você clica, nenhum prompt aparece. É algo para se acostumar conforme o uso. Seria melhor que o Windows 7 deixasse o escudo com uma cor mais acinzentada quando este não for exibir nenhum prompt.

Rede de comunicação: uma miscelânea
A rede de comunicação (Networking) há muito tempo é considerada o calcanhar de Aquiles do Windows ? as ferramentas sempre pareceram isoladas do que parte integrada do sistema. Não podemos dizer que o Windows 7 finalmente fez a rede de comunicação funcionar bem, mas ao menos fez algumas modificações irem na direção certa. A melhor adição foi a função HomeGroup, designada para redes domésticas, para facilitar o compartilhamento de arquivos, pastas e dispositivos como impressoras.

Como o nome implica, o HomeGroups funciona se você designar sua rede como Doméstica; se for rotulada como rede pública ou para trabalho, você não poderá usar esta função. Seu HomeGroup é protegido por senha. Permite especificar quais arquivos, pastas e dispositivos você quer compartilhar, e também permite que você deixe alguns arquivos e pastas como privados.

Para aqueles que usam o notebook em locais diferentes ? em casa e no trabalho, por exemplo ? podem achar essa função interessante, pois permite que você mantenha seus arquivos do trabalho bloqueados quando estiver em casa. Além disso, quando você chega em casa do trabalho, você não precisará modificar a impressora padrão; quando você acessa o HomeGroup, ele automaticamente utiliza sua impressora doméstica.

O utilitário também tem mais uma função que estava faltando até então no Networking: a habilidade de facilmente fazer um streaming de mídia para outros dispositivos que estejam conectados na rede.

Infelizmente o HomeGroups só funciona com computadores que tenham o Windows 7 instalado. Portanto não é uma função que todo mundo irá usar, já que quem tem mais de um computador, dificilmente irá migrar as outras máquinas para o novo sistema. Isto mostra que a Microsoft obviamente acredita que os usuários irão rodar o Windows 7 em todos os seus PCs ? mas é uma aposta arriscada.

Além do HomeGroup, o Windows 7 também insere as capacidades de rede embutidas no Windows Vista ? e com os mesmos problemas. Em nossos testes, o Windows 7 inicialmente encontrou problemas para identificar computadores que não estavam executando o Windows 7 ou o Vista.

O sistema não encontrou os diversos PCs com XP conectados na mesma rede e nem o Mac. Depois de muitas horas, o problema se resolveu por si só e sem explicações, apesar de alguns Macs e PCs com XP aparecerem na listagem; alguns só foram exibidos no Windows Explorer. Quando reiniciamos o computador, ainda levou um tempo para que máquinas sem o Windows 7 e Vista aparecessem na lista.

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HomeGroup: facilita o compartilhamento de arquivos, pastas e impressoras


E finalmente depois de muito tempo, o problema resolveu-se sozinho e todos os computadores foram listados no Windows Explorer. Esta mesma situação ocorreu quando testamos o Windows Vista (apesar dos problemas reaparecerem de vez em quando). E o mesmo parece acontecer com o Windows 7.

Os applets de Rede e Internet estão mais simples e com uma interface mais amigável, além de possuir opções menos confusas de compartilhamento. Existem também um conjunto mais organizado de links para complementar as tarefas relacionadas a rede, e formas mais simples de ver imediatamente as informações sobre sua rede, como tipo, nome, status etc. Categorias como Arquivos Offline parecem ter desaparecido. A função Pessoas próximas de mim também foi descartada, depois de ser considerada a função mais inútil do Vista.

O lado ruim disso é que algumas ferramentas não aparecem disponíveis no Painel de Controle, mesmo que elas ainda existam em algum lugar do Windows. O Sync Center, por exemplo, que permite que você sincronize seus arquivos offline com outros computadores em sua rede, ainda está disponível, mas não no Painel de Controle. Para isso, você terá de listar primeiro todos os applets no Painel de Controle em ordem alfabética e então selecionar o Sync Center nessa lista.

O compartilhamento de documentos também melhorou. Clique com o botão direito do mouse sobre um arquivo ou pasta e selecione no menu ?Compartilhe Com?. Então você verá outro menu com opções como compartilhar com um HomeGroup, desabilitar o compartilhamento ou definir pessoas especificas para tal ação. Isto é diferente do Vista e do Windows XP, onde você precisa navegar entre menus e opções na tela até conseguir o que quer, e geralmente sendo forçado a adivinhar como configurar as permissões.

A rede sem fio também foi melhorada, para permitir que você se conecte em pouco cliques. O ícone da rede wireless na barra de tarefas exibe uma pequena estrela para avisar que a rede está disponível. Clique no ícone e verá uma lista de redes disponíveis.

Ferramentas: biblioteca e buscas
Um usuário espera que seu sistema operacional seja rápido. E isso inclui facilidade para organizar e encontrar seus arquivos. Mas essas funções raramente são exploradas. Mas o Windows 7 facilita muito a organização e a busca de arquivos e pastas. Nos sistemas anteriores do Windows você era praticamente obrigado a usar a pasta padrão Meus Documentos para armazenar seus arquivos.

Com a nova estrutura de pastas Biblioteca, organizar pastas no Windows finalmente ganhou sentido. Você pode agora reunir uma biblioteca virtual de todos os seus arquivos e pastas, mesmo que eles estejam em diferentes drives e computadores.

No Windows 7, a pasta Meus Documentos foi substituída por Bibliotecas, onde podem ser encontradas áreas separadas para Documentos, Música, Imagens e Vídeos. Isso não é novidade. O que é novo é o fato de que agora você pode adicionar locações virtuais para a Biblioteca.

Por exemplo, se você possui três PCs ligados em rede, e você gostaria de ter acesso a algumas dessas pastas em seu PC. Você pode simplesmente adicionar as pastas na sua biblioteca. Elas ainda ficarão em seu local original, mas você poderá acessar seus arquivos através da rede apenas abrindo as pastas na biblioteca.

E quando você faz uma busca no seu próprio PC, sua busca também pesquisa dentro dessas pastas. O que significa que você pode realizar buscas em outros computadores a partir do seu próprio PC, economizando bastante tempo, especialmente para quem trabalha com múltiplas máquinas.

Mas é preciso atenção quando usar seus aplicativos, pois a ferramenta da pasta virtual pode ser confuso. Digamos que tenha uma pasta no segundo drive do seu PC. Você a incluirá na pasta virtual da Biblioteca. Você pode abrir um arquivo acessando a Biblioteca e então navegando até a localização virtual do mesmo na Biblioteca.

Mas você não pode salvar um arquivo lá, acessando a Biblioteca e então navegando na localização virtual do mesmo. Em vez disso, para salvar um arquivo você precisa ir até a localização original, por exemplo, em outro drive ou no PC. A Microsoft fará bem se encontrar uma forma de você salvar esse arquivo na pasta virtual.

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Biblioteca: ferramenta que permite que você adicione pastas virtuais para fácil acesso de arquivos e pastas em outros dispositivos.


As buscas também melhoraram muito. Quando faz a pesquisa pelo Windows Explorer fica fácil personalizar e filtrar suas buscas usando o nome de um arquivo, autor, tipo e tamanho do arquivo. Você também pode adicionar palavras-chave para arquivos individuais, e procurar entre eles. As buscas agora também exibem detalhes para cada resultado, para que você possa facilmente localizar o arquivo que quer entre muitos que surgirem nos resultados.

Multimídia: melhorias essenciais
O Windows 7 certamente não é uma potência em multimídia, mas tem mais recursos que o Vista. Nas versões anteriores do Windows, você podia usar uma versão mais simples do Windows Media Player e que era acessível a partir do próprio tocador. Agora existe uma versão mais simples disponível no painel de visualização prévia do Windows Explorer.

Apenas selecione o arquivo que quer tocar, clique no botão Play e um pequeno tocador irá operar de dentro do painel. Você não terá todas as funções do Media Player, mas é uma ótima maneira de ouvir música ou ver vídeos sem esperar o tocador carregar.

A maior mudança é que agora você pode fazer streaming de mídia entre PCs com Windows 7 ligados em rede, através do Windows Media Player. Porém, funciona apenas entre PCs com Windows 7. Além disso, o Media Player agora roda uma variedade maior de formatos, incluindo a extensão de áudio AAC, usado pelo iTunes da Apple.

O Windows Media Center agora tem uma função chamada Internet TV que em um primeiro momento soa como uma boa ideia. Esperávamos que fosse uma forma de sintonizar os vários canais de TV disponíveis online a partir do Media Center, sem precisar pular de site para site. Ou que fosse possível usar uma boa interface, funções de busca, além de esperar que a Microsoft tivesse feito acordos para ter um conteúdo especial de TV.

Porém, não é o que acontece. Em vez disso, você irá encontrar diversos enlatados da TV, geralmente longos e muitos bem antigos. Procurando pelas últimas notícias de esporte? Você encontrará somente notícias ultrapassadas (algumas de 2008!). Obviamente é uma ferramenta que precisa de ajustes.

O Media Center também tem outra função chamada Internet TV Beta 2, que podemos esperar ser uma versão mais avançada da Internet TV, especialmente porque requer um download. Mas basicamente se trata do mesmo conteúdo, porém com uma interface mais bonita.

Suporte para hardware
Certamente a Microsoft não quer reviver os problemas com drivers de hardware que teve com o lançamento do Windows Vista. Desta vez, a empresa diz que o Windows 7 poderá usar os mesmos drivers do Vista, o que quer dizer que deverá trabalhar com a maioria dos hardwares comprados nos últimos anos. Mas também significa que hardwares mais antigos não irão funcionar com o novo sistema.

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Nova pasta ?Dispositivos e Impressoras? eventualmente poderá
facilitar o gerenciamento dos hardwares

Em nossos testes, o Windows 7 funcionou com diversas impressoras (incluindo uma anexada à rede), gravadores de DVD e com meu antigo notebook Dell (embora tivemos que, durante a instalação, baixar um driver antes que o monitor funcionasse corretamente). Existe também uma nova pasta chamada Dispositivos e Impressoras, que tem potencial para finalmente facilitar o gerenciamento do hardware ? embora ainda seja uma plataforma em espera (aguardando os fabricantes de periféricos fornecerem os softwares apropriados).

A pasta irá contar ícones representando cada dispositivo; os ícones poderão ser criados pelo fabricante do dispositivo para que ele se pareça de fato com o equipamento que representa. Uma nova tecnologia chamada Device Stage permite que fabricantes deste tipo de hardware criem suas próprias interfaces de gerenciamento. Tais interfaces irão substituir os pouco compreensíveis menus e caixas de gerenciamento de hardware do Windows. Mas ela só se tornará realmente útil caso os fabricantes façam sua parte.
 

Extras ? e funções que ficaram faltando
Você irá encontrar muitos recursos extras no Windows 7, alguns tão escondidos que você poderá levar um tempo até encontrá-los. Por exemplo, quando se clica com o botão direito do mouse sobre um computador em sua rede, um novo item aparece no menu ? a possibilidade de fazer uma conexão remota da área de trabalho com aquela rede, para que se possa controlá-la via acesso remoto.

E finalmente o Windows tem um programa de backup útil. O backup existente no Vista era um dos piores applets já embutidos em um sistema operacional, mas o do Windows 7 tem tantos recursos que você possivelmente irá usá-lo. Agora você pode personalizar seu backup, escolhendo incluir ou excluir drives específicos e pastas. Você também poderá criar facilmente imagens do sistema.

E quando você plugar um dispositivo que pode ser usado para fazer backup, como um HD externo, uma janela irá se abrir e você poderá criar um backup ? apenas utilize a opção ?Usar este drive para backup? que irá aparecer quando você plugar o dispositivo.

O Windows 7 agora tem identificadores de problemas embutidos, que podem diagnosticar e resolver problemas comuns do sistema. Podemos dizer que pelo um deles funcionou, pois foi como ligamos o Aero ? o utilitário encontrou e resolveu o problema.

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No entanto, nem todos os novos extras são interessantes. Por exemplo, um novo applet chamado Sticky Note, que primeiramente parece ser bom de usar. Mas tem falhas nas funções mais básicas, como fazer uma busca entre suas anotações.

Também são notáveis as funções que estão faltando. A Microsoft removeu uma quantidade de applets e ferramentas do Windows 7, o que podemos considerar como boa e má notícias. No lado bom, algumas ferramentas, como People Near Me, foram definitivamente removidas. Do lado ruim foi vimos que alguns aplicativos bem bacanas também saíram da versão, como o Windows Mail e o Windows Movie Maker. Porém, ambos podem ser baixados gratuitamente. (http://download.live.com/)

Para o Mercado corporativo
O Windows 7 inclui uma variedade de ferramentas designadas para corporações, pequenas e médias empresas. O AppLocker permite que o departamento de TI controle o que está sendo executado no PC dos usuários, permitindo e bloqueando aplicativos específicos. O BitLocker, ferramenta para criptografar, foi melhorada e agora inclui o BitLocker to Go, que também criptografa drives USB.

O Windows 7 inclui ainda um estilo de busca que a Microsoft diz que irá permitir que se use a ferramenta de busca do sistema para pesquisar através do diretório de documentos remoto ativado pelo departamento de TI.

Quando o Windows 7 for usado em conjunto com o Windows Server 2008 R2, a Microsoft diz que as empresas podem tirar proveito do que eles chamam de DirectAccess, que permite que funcionários remotos acessem com segurança a rede corporativa sem precisar usar uma rede privada virtual (VPN). O aplicativo também visa facilitar o gerenciamento de máquinas remotas.

O BranchCache é voltado para escritórios com filiais ? quando usado com o Windows Server 2008 R2, ele acelera o tempo de resposta dos aplicativos de rede. E finalmente o novo Windows XP Mode, que permite às empresas rodarem aplicativos do Windows XP dentro do Windows 7, para que pareçam estar sendo executados em um ambiente do Windows 7, quando na verdade estão rodando em um ambiente virtual do XP. Consumidores poderão rodar essa função também, mas devido às limitações do hardware e de uma configuração não tão simples, essa função é mais indicada para empresas.

Considerações
Seria bom senso dizer que o Windows 7 é exatamente aquilo que o Windows Vista deveria ter sido. Embora o Windows 7 lembre a interface do Vista, na verdade é um retrabalho importante. É notadamente mais rápido, alterna entre tarefas com muito mais facilidade, além de melhorias na produtividade e na inicialização.

Além disso, é muito mais divertido que o Vista e o XP. Dito isso, ainda existe muito trabalho a se fazer. As configurações de rede ainda precisam melhorar, principalmente descobrir uma forma de estender o HomeGroups para outras versões do Windows e outros sistemas operacionais também. Sem mencionar a experiência de assistir TV pela internet, algo que precisa ser realmente melhorado.

Ainda assim, se você é usuário do Vista, este upgrade será mais do que bem-vindo. O Windows 7 é um sistema operacional muito superior a ele. Mas e se você utiliza o XP? Primeiro verifique se o seu hardware irá aceitá-lo. Se sim, e se você acha que sobrevive sem o XP, então esta é a hora de finalmente fazer um upgrade.
 
 
Fonte: Pcworld

 
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