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PARA CRESCER, OPERADORAS DE TV POR ASSINATURA MIRAM A CLASSE C

12/08/2009

Os olhos das empresa de TV por assinatura os próximos anos já têm destino certeo: a classe C. É o que sugerem alguns dos principais executivos do setor que participaram do painel de abertura do congresso da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA),  realizado na manhã desta terça-feira (11/8) em São Paulo, para discutir as perspectivas para o setor.

A diretora da TVA/Telefônica, Leila Loria, afirmou que, no último um ano e meio, foi vista uma verdadeira evolução no uso dos serviços de TV paga pela Classe C, que agora é considerada parte da "era digital" pelas empresas do setor. "Enquanto esses clientes querem consumir, nós precisamos ter um produto competitivo para oferecer junto com a banda larga. A internet rápida nos ajudou a levar a TV paga a esse público", disse Leila.

O presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista da Rocha, frisou o fato de a classe C ser mais sensível ao fator preço do que os usuários das camadas mais privilegiadas da população, e aponta como alternativa o sistema pré-pago. "O desafio, assim como o das operadoras de celular, será estimular a recarga, pois o pré-pago só começa a ser lucrativo se houver mais de 80% de assiduidade na recarga", avalia.

Na avaliação do presidente da NET Serviços, José Felix, o pacote (combo) de TV por assinatura, internet banda larga e telefone fixo da companhia foi a primeira oferta bem sucedida para a  classe C. "Seguiremos apostando nisso, mas como uma oferta de entrada. Uma vez que o cliente chega, ele é atraído para outros produtos", disse.

Para o diretor da Embratel, Antônio João Filho, a grande aderência, pelos clientes de renda mais baixa, aos produtos bancários para o pagamento dos serviços da operadora - como o débito automático em conta corrente, por exemplo - quebra mais um mito da suposta dificuldade do setor em penetrar nesse mercado. "Esse público está muito atento a todas as novidades da tecnologia e praticidade. São, pelo menos, mais 19 milhões de clientes que têm condições e estão dispostos, sim, a pagar para ter TV".

Durante o auge da crise econômica mundial, que atingiu principalmente os Estados Unidos, observou-se que o mercado de TV paga continuou com desempenho excelente, demonstrando a importância que o serviço tem nas famílias norte-americanas, afirmou o presidente da Globosat, Alberto Pessegueiro. "Aqui, a TV paga ainda é um símbolo de status, mas a tendência é o aumento na popularização".

 
 
 
 
Fonte: PCWorld

 
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