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REDES SOCIAIS CRESCEM MAS TÊM PROBLEMAS PARA SE MONETIZAREM

07/08/2009

Duas notícias nesta semana reforçam a condição do Brasil como um dos protagonistas mundiais das redes sociais e esquentam o debate sobre o uso desses canais como instrumento para ações de marketing. Uma delas diz respeito ao presidente e criador do Facebook, Mark Zuckerberg, que, em visita a São Paulo na terça-feira (4/8), disse que a empresa cogita abrir escritório no País.

A idéia é motivada pela rápida expansão da audiência do site no mercado brasileiro ? o número de visitantes únicos está em 1, 576 milhão, crescimento de 66% entre janeiro e junho deste ano.

A outra acaba de sair do forno: o cofundador do YouTube, Chad Hurley, confirmou presença, no dia 26 de agosto, no Digital Age 2.0, evento de marketing e negócios online promovido pela NowDigital Business. Será a primeira visita de Hurley ao Brasil. ?YouTube, MyTube, WeTube - a revolução da televisão que é de todo mundo? é o tema do bate-papo entre Hurley, Silvia Bassi, presidente da Now!Digital Business, e o público.  Marcado para os dias 26 e 27 de agosto no Sheraton WTC Hotel, em São Paulo, o evento terá cobertura oficial feita pelo IDG Now!.

Trata-se de dois pesos pesados das mídias sociais. Vendido para o Google por 1,65 bilhão de dólares em outubro de 2006, o YouTube apresentou recentemente nos EUA um acordo para venda de propaganda com a FreeWheel, companhia americana especializada nesse tipo de atividade. Pelo serviço que será prestado ao mercado, os anunciantes poderão veicular suas mensagens publicitárias diretamente pelo seu conteúdo no YouTube.  Por enquanto, cerca de 50 companhias já podem fazer sua própria publicidade no site, segundo o blog YouTube Biz. Até a aliança com a FreeWheel isso era proibido no YouTube. A intenção é em breve ampliar o programa.

Audiência em expansão
Com 250 milhões de usuários no mundo - responsáveis pela atualização de mais de 1 bilhão de fotos e 10 milhões de vídeos por mês -, o
Facebook já comercializa alguns espaços publicitários, ainda que de forma bem tímida. Além disso, mantém  acordos para troca de conteúdo com organizações de internet no Brasil.

Na tentativa de mordiscar nacos mais saborosos da verba de comunicação, o site do Google também preparou um menu recheado para os anunciantes. O Orkut reuniu as principais agências de publicidade do País no final de junho em São Paulo para apresentar novas pesquisas sobre os usuários do site no País, incluindo informações sobre a reação dos consumidores a mensagens publicitárias.

Feito pela empresa Netpop Research com mil pessoas com mais de 15 anos de idade que participam de redes sociais no Brasil, o estudo mostra que 75% dos internautas brasileiros acessam o site mensalmente. Peças de publicidade sobre descontos ou cupons para lojas online são os que mais interessam aos usuários (71%), enquanto 81%se cadastrariam em comunidades patrocinadas por empresas. A verba gerada via publicidade pelo Orkut não é revelada.

E o dinheiro no caixa?
Ainda que a pesquisa tenha constatado a predisposição dos usuários para o recebimento de mensagens publicitárias, está claro que a propaganda ainda é incipiente no Orkut, assim como nas outras redes. Assim, a questão que tira o sono dos sites de mídia social é como transformar o elevado capital social que possuem - a audiência - em dinheiro no caixa no final do mês.  Segundo dados do Ibope Nielsen Online, 21,4 milhões de pessoas ? ou 83,6% dos internautas residenciais ativos ? usaram algum tipo de rede social no Brasil. Se levarmos em conta domicílio e o local de trabalho juntos, a categoria Comunidades alcançou 28,5 milhões de visitantes em junho de 2009.

?As redes precisam dos publicitários para geração eficiente de receitas a partir de suas audiências. Os publicitários precisam das redes, pois precisam chegar aonde os consumidores gastam sua maior parte do tempo?, analisa o instituto Nielsen Online em relatório sobre seu estudo Global Faces and Network Places, concluído em março nos Estados Unidos, sobre as redes sociais digitais.

Ambos os lados serão recompensados, continua o relatório, se descobrirem a receita mágica de como fazer propaganda bem-sucedida nas redes de relacionamento. ?Ainda não existe uma resposta sobre como solucionar essa questão?, afirma Alexandre Crivellaro, diretor da área de inovação do Ibope Media, braço do Ibope responsável por mídias digitais para a América Latina. O Ibope é parceiro da Nielsen Online no Brasil.

?Uma possível explicação para a publicidade ainda não ter decolado, embora a audiência nesses sites seja crescente, é que as redes sociais já começaram sem publicidade. O usuário agora tende a rejeitá-la?, afirma. ?O que vejo proporcionar resultados mais efetivos nas redes sociais são ações que dão  algum serviço para o internauta. É o caso de aplicativos, patrocinados por empresas, que oferecem diversão ou recompensas?, afirma.

Carro colaborativo
A Fiat colocou no ar nesta semana um projeto que segue o caminho proposto por Crivellaro. A montadora montou uma rede social para que os usuários brasileiros ajudem a empresa a desenvolver um carro. Chamado de Fiat Mio, o projeto convida qualquer pessoa a dar sugestões para o desenvolvimento do veículo, que será apresentado no Salão do Automóvel em 2010 ? como carro-conceito, ele não deve entrar em linha de produção, embora suas inovações possam ser aproveitadas em carros de série. ?É a primeira vez no mundo que uma montadora desenvolve um produto de forma colaborativa?, afirma Maria Lucia Antônio, gerente de publicidade da Fiat.

O projeto foi criado pela AgênciaClick, agência brasileira que pertence à rede internacional de agências digitais Isobar. ?Trata-se de usar uma plataforma aberta para fazer um carro. Antes do lançamento oficial, na segunda-feira (3/8), mais de dez mil pessoas tinham se cadastrado no site. Ação gerou um grande interesse?, afirma Ana Maria Nubié, sócia e vice-presidente de atendimento da AgênciaClick.

O objetivo da Fiat com a ação é engajar os consumidores em torno de uma ideia e abrir-se para o diálogo efetivo nas redes. ?Dos cerca de 66 milhões de internautas no Brasil, aproximadamente 80% participam de redes sociais. Hoje as pessoas consomem, produzem e compartilham conteúdo na internet. Uma empresa precisa fazer com que as pessoas falem de sua marca, troquem informações a respeito. Com esse projeto, a Fiat quer que as pessoas participem não só da construção de marca, mas também do próprio produto?, reforça Nubié.

 
 
Fonte: PCWorld

 
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