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SPEEDY JÁ TEVE 17,6 MIL RECLAMAÇÕES EM 2009, REVELA PROCON-SP

08/07/2009

O volume de reclamações sobre o serviço de banda larga Speedy, da Telefônica, saltou de 791 em 2005 para 17.628 nos primeiros sete meses de 2009, informou o diretor executivo do Procon SP, Roberto Pfeiffer, órgão de defesa do consumidor Procon-SP nesta terça-feira (7/7), na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).

Os dados fazem parte de apresentação feita por Roberto Pfeiffer em
audiência pública realizada na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados para discutir os problemas que levaram às panes ocorridas na rede da Telefônica recentemente, tanto do Speedy, serviço de acesso à internet em banda larga, quanto da telefonia fixa.

De acordo com os dados levantados até o dia 2 de julho deste ano, a Telefônica foi alvo de 65,5% das reclamações do setor de telefonia desde 2005, representando 109.513 reclamações de um total de 166.817 atendimentos feitos pelo órgão de defesa do consumidor envolvendo as principais operadoras fixas e móveis.

A ouvidoria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou, em outra apresentação realizada durante a audiência desta quarta-feira, que as reclamações envolvendo a Telefônica representaram 59,97% dos registros do setor feitos pela agência entre janeiro e junho deste ano. No ano de 2008, a operadora foi alvo de 30,47% das reclamações feitas à Anatel.

Entre 2007 e 2009, o Procon-SP destaca ter identificado uma queda na qualidade dos serviços prestados pela operadora, incluindo instabilidades em serviços de telefonia fixa, cobrança indevida de valores diferentes dos ofertados ou de serviços não instalados, além do que o relatório classifica como "vício do serviço" de acesso à internet (queda, interrupção ou lentidão).

O Procon-SP também detalhou a proposta feita à Telefônica, em maio deste ano, envolvendo melhorias nos serviços de voz e dados prestados ao consumidor.

Entre os principais pontos destacam-se correção na comercialização e na publicidade de anúncios de planos e serviços, adequação dos postos de atendimento presencial à base de usuários, fim da venda de serviços sem confirmação prévia de viabilidade - especialmente do Speedy -, suspensão imediata de cobranças contestadas, ressarcimento coletivo e automático pelas interrupções do serviço de banda larga a partir de abril deste ano e correção dos problemas técnicos dos serviços de voz e dados.

O órgão de defesa vem tentando firmar, ainda sem sucesso, um acordo de ressarcimento com a Telefônica para elevar o valor do ressarcimento proposta pela operadora aos clientes sobre duas panes verificadas no Speedy em abril e maio deste ano.

Os assinantes do Speedy receberam apenas o valor proporcional a oito horas de serviço de banda larga na fatura de maio. A operadora propõe outro ressarcimento equivalente a 12 horas de acesso na próxima fatura do serviço. Os valores são considerados insuficientes pelo Procon-SP.

Histórico de instabilidades

Nesta quinta-feira (2/7), o Speedy apresentou problemas de conexão mais uma vez
. A nova instabilidade se deu cerca de uma semana após a Telefônica ter anunciado a antecipação de investimentos para solucionar os inúmeros problemas que o Speedy vem enfrentando no último ano. De acordo com a operadora, a soma aplicada nos próximos meses chegaria a 70 milhões de reais.

A informação é uma tentativa da empresa de retomar as vendas do serviço, proibidas desde 23/6 pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), por tempo indeterminado, devido aos problemas que o Speedy vem apresentando.

A mais séria das falhas aconteceu em julho de 2008, quando os clientes da empresa ficaram por 36 horas sem o Speedy. Na ocasião, um problema no roteador, equipamento que faz o controle do tráfego da internet, em Sorocaba, interior de SP, foi apontado pela empresa como o responsável pela pane.

Em abril, o serviço de banda larga da Telefônica ficou instável por quase uma semana. A empresa apontou ataque de crackers como o motivo para a instabilidade do Speedy.

No começo de junho de 2009, foi a vez da telefonia fixa enfrentar problemas, deixando mudos telefones de várias regiões do Estado de São Paulo por 14 horas. Desta vez, a Telefônica culpou um prestador de serviço, que cometeu uma falha humana, de acordo com comunicado distribuído pela operadora.

Uma reportagem da COMPUTERWORLD, que ouviu especialistas e ex-funcionários do alto escalão da operadora, aponta que a excessiva terceirização de serviços e a falta de investimentos estão na raiz dos problemas enfrentados pela companhia.

Em junho, nova instabilidade afetou os usuários do Speedy. A Telefônica disse que os problemas eram localizados e não afetavam vários clientes do serviço.
 
 
Fonte: Idgnow

 
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