Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

HACKERS DE SAIAS: SOFTWARE TAMBÉM É COISA DE MULHER

26/06/2009

Carol e Fernanda fazem parte daa minoria feminina na Fisl
 

Gaúcha radicada na Suíça há quatro anos, Fernanda Weiden, 27, volta e meia tropeça numa palavra em português. Além disso, a linguagem que mais tem treinado é mesmo a de programação. Fernanda faz parte do reduzido número de mulheres que veio ao 10º Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre: cerca de 15%. ?Um percentual alto pra eventos de TI?, ponderou Sady Jacques, da organização.

Fernanda hoje é vice-presidente da Free Software Foundation (FSF) européia ? aquela mesma do hacker Richard Stallman ? e também trabalha no Google, administrando sistemas Unix. A paixão pela tecnologia começou aos 13 anos quando propôs um acordo com seus pais: ?eles me compraram um computador e eu me mudei de uma escola particular pra uma pública?, conta. Como em 1995 o número de pessoas com acesso à internet era bem reduzido e todos trabalhavam com Unix, Fernanda já começou direto com o software livre.

Ana Carolina Comanduli, 32, também começou a programar em Linux por acaso: sua empresa foi contratada pelo governo Roberto Requião, no Paraná, que migrava para software livre. No entanto, como elas contam, não foi por coincidência que continuaram nos sistemas livres. ?Nos sistemas proprietários não existem as comunidades e nem o debate político?, afirma Fernanda. Já Carolina acredita que o preconceito é bem menor se comparado a outras áreas da tecnologia: ?Temos o Debian Woman, o Gnome Woman e o Linux Chix, do qual faço parte, que debatem a questão de gênero e isso muda tudo?

Opinião diferente tem Fabiana Sherine, 28. ?Aqui no movimento software livre às vezes o preconceito é até maior, pois há um proveito do clima de informalidade para se contar mais piadas por exemplo?. Ela explica que não sente preconceito quando está programando mas ser minoria nos eventos é ?desconfortante?. Para mudar essa situação, Carolina acredita que não basta debater com as outras mulheres atitudes de resistência, mas sim ?educar os meninos desde crianças a tratar o sexismo como a questão séria que é?, afirma. E, receita pra ser hacker, Fernanda acredita que é a mesma para ambos os sexos: ?é preciso curiosidade sempre.
 
 
 
Fonte: Uol

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar