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CÂMERA LUMIX G1 MISTURA REFLEX E COMPACTA

19/06/2009




Fotógrafos profissionais em momentos de folga ou amadores que desejam alta qualidade de imagem têm um sonho em comum: juntar a versatilidade das
câmeras reflex com a praticidade das compactas. Ou seja, querem clicar fotos boas sem ficar carregando um trambolhão por aí. Dos equipamentos que já passaram pelo INFOLAB, quem mais se aproxima dessa proeza é a Lumix DMC-G1, da Panasonic. Ela tem um corpo do tamanho das superzoom, mas isso não a impede de usar lentes intercambiáveis ? e tudo isso num sistema totalmente digital.

A tradicional telinha de LCD usada nas
compactas, que está se popularizando nas DSLRs, permitiu que a G1 abdicasse do visor óptico para ficar pequena (ela mede 12,4 por 8,3 por 12 centímetros e pesa 620 gramas, sem contar a lente). Como o novo viewfinder é eletrônico, foi possível também tirar a peça conhecida como caixa de espelhamento, usada para inverter a imagem antes de exibi-la no visor óptico. Embora esse sistema de visualização mostre 1,4 milhão de pontos, há uma perda evidente na fidelidade das cores que você enxerga numa cena, quando comparamos com o velho pentaprisma, mas a qualidade dos cliques continua semelhante à de uma reflex.

O sistema, desenvolvido pela
Panasonic e pela Olympus para fazer câmeras desse tipo, chama-se Micro Four Thirds. Sua vantagem, além de deixar a máquina menor, é também tirar 6 milímetros do sensor, em relação ao comum Four Thirds, com 1,7 por 1,3 centímetro. O sensor CMOS do sistema quatro terços, com metade do tamanho de um fotograma de 35 mm, deixa as lentes mais leves também. Como efeitos colaterais, o equipamento exige um adaptador para o uso de lentes antigas e, por causa do corpo compacto, algumas objetivas grandes podem dificultar a empunhadura.

Fotos de primeira



Se nada do que foi dito até aqui é uma limitação séria para você (e não deve ser mesmo, para a maioria dos usuários), temos uma câmera com pegada quase profissional e uma porrada de recursos para ajudar até quem não manja tanto de fotografia. Ela tem resolução de 12,1 megapixels e sensibilidade ISO que vai de 100 a 3 200. A objetiva que vem junto, uma Lumix G Vario, possui distância focal variando de 14 a 45 mm e abertura do diafragma de f/3,5 a f/5,6. As fotos tiradas no INFOLAB mostraram boa qualidade, nitidez e cores equilibradas. A distorção geométrica foi quase imperceptível e também não houve aberrações cromáticas evidentes.

O display LCD de 3 polegadas e 460 Kpixels é um show à parte. Além de ter uma excelente definição de cores, ele dá a maior liberdade na hora de clicar em ângulos inusitados. A tela se move 180 graus lateralmente e 270 graus na vertical. Há duas funções automáticas muito interessantes. A primeira, relativa ao visor ocular, serve para ligá-lo só quando você aproxima seu olho. A segunda aparece quando se mexe no foco manual ? a
câmera aumenta o zoom digital para que seja possível usar um pedaço pequeno da cena como referência. Na hora do clique, ela volta ao enquadramento original.
As demais funções da G1 são parecidas com o que vemos por aí nas
câmeras digitais compactas. Há um estabilizador óptico de imagens, que detecta e corrige automaticamente a tremulação das mãos, e configurações de sensibilidade e velocidade de disparo, evitando imagens borradas. Antes do clique, a tecnologia AF Tracking vai acompanhando o objeto a ser fotografado e ajusta o foco a cada movimento para garantir imagens sem borrões. Também está presente aqui o detector de faces. Depois que a foto é tirada, dá para fazer correção de brilho. Mas uma função básica essa câmera não tem: é impossível gravar vídeos com ela. Pelo preço de 4 999 reais, ela deveria até servir cafezinho.

O acabamento emborrachado da máquina na cor azul dá um toque de elegância a ela, mas sem chamar muita atenção. Seu formato é conservador, seguindo o estilo das
reflex, o que é ótimo para a empunhadura. Comparando com uma DSLR de tamanho normal, obviamente ela não é tão confortável. O contraponto são os botões bem posicionados, acessíveis somente com o polegar. Uma das coisas esperadas pela indústria é a produção de modelos mais compactos nesse padrão Micro Four Thirds, o que seria uma quebra de paradigma, por permitir a troca das lentes.
 
 
 
Fonte: Info

 
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