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ANALISTAS DIZEM QUE IPHONE 3G S NÃO ESTÁ PRONTO PARA EMPRESAS

19/06/2009

O novo iPhone 3G S (que será lançado nos Estado Unidos no dia 19 de junho) tenta agradar usuários corporativos. Agora com recursos de criptografia por hardware, a função de tethering (que permite usá-lo como um modem 3G para notebooks) e  recurso que permite apagar todos os dados pessoais armazenados no aparelho remotamente, grandes empresas mostram interesse em adquirir o aparelho para aumentar a proteção e produtividade de seus funcionários.

Mas, mesmo com essas propostas de segurança, analistas afirmam que o novo celular da Apple ainda não atinge todos os requisitos de segurança necessários para uma corporação. As grandes empresas querem um sistema que possa ser gerenciado pela própria equipe de TI dessas companhias, permitindo o monitoramento desses dispositivos em ambiente corporativo.

O analista do ABI Research, Kevin Burden, reclama que não é possível adicionar políticas corporativas no aparelho para um grupo de funcionários que garantam uma auditoria do uso. Ken Dulaney, analista da consultoria Gartner, avalia que o fato do iPhone ter um processamento de aplicativos em segundo plano restrito limita a segurança do dispositivo.

De acordo com Burden, a Research in Motion, fabricante do BlackBerry, e a Microsoft, que oferece o Windows Mobile, já oferecem ferramentas que permitem controlar o uso de smartphones em larga escala, com as especificações exigidas pelas empresas.

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iPhone 3G S: smartphone da Apple ainda carece de soluções de gerenciamento para grandes empresas


Steven Drake, analista da consultoria IDC, afirma que, embora empresas de terceiros estejam desenvolvendo produtos que busquem atender às necessidades das corporações para a plataforma da Apple, esses novas  ferramentas são difíceis de serem implementadas e utilizadas. Drake conhece algumas empresas que tentaram incorporar o iPhone ao ambiente corporativo e desistiram da ideia por preocupações relacionadas ao gerenciamento e à segurança.

O analista da consultoria Yankee Group, Steve Hilton, diz que, desde o lançamento do iPhone, em 2007, o aparelho é cobiçado pelas empresas. ?O iPhone tem agora ingredientes importantes para chegar às empresas. O Remote Wipe, a criptografia de dados e o tethering são necessários, mas ainda não são o suficiente para fazer com que ele seja adotado pelas grandes empresas?, avalia o analista.

Apesar dessas questões, o iPhone tem crescido no ambiente corporativo. Empresas como Kraft Foods e Oracle são exemplos de adoção. Mesmo assim, tem sido difícil convencer empresas de serviços financeiros. O Bank of America, por exemplo, prefere ficar com a plataforma BlackBerry, por conta da capacidade de gerenciamento centralizado oferecida pela ferramenta BlackBerry Enterprise Server.

A capacidade de o iPhone ser usado como modem para computadores é realmente interessante, dizem os analistas, mas não será popular entre usuários corporativos. O BlackBerry e o Windows Mobile já são habilitados para essa função, porém, ainda é muito complicado configurá-los. Burden disse que apenas 2% dos usuários de BlackBerry utilizam o aparelho como modem. E o tethering exigirá suporte das operadoras, que já cobram de usuáriios de notebooks para oferecer o acesso à web sem fio, o que pode causar conflitos de interesse.
 
 
Fonte: Computerworld

 
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