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CONTEÚDO ADULTO APOSTA EM MÍDIAS INTEGRADAS

25/05/2009

O segundo dia do 8º Tela Viva Móvel - Encontro dos Conteúdos e Entretenimento Wirelles, realizado pela Converge Comunicações em São Paulo, começa com painel sobre a maturidade dos conteúdos adultos. Apesar da pequena visibilidade e falta de estatísticas, o conteúdo adulto é, na opinião de provedores do setor, um driver para cada tecnologia nova implementada no País, atuando como forte fonte de fidelização do consumidor.

O diretor da Globosat/Sexyhot, Elton Simões, acredita que este papel de difusor de novas tecnologias do conteúdo adulto acontece desde 1975, com as revistas suecas, filmes em 8MM e super 8, até meados dos anos 80, quando sugiram os videocassetes e outras formas de entregas de conteúdo.

No Brasil, pouco se fala sobre conteúdo adulto e alguns players preferem não revelar informações sobre o comportamento dos consumidores - mas o mercado é o quinto per capita no ranking mundial. "Olhando de fora a gente acha que revistas e TV a cabo são mais visíveis. Mas nos EUA a demanda por internet tem um peso maior. Na Globosat, apenas 7% da receita de TV a cabo é de conteúdo adulto. Pesquisa com os assinantes da Globosat mostra que 70% dos assinantes também consomem conteúdo adulto na internet", afirma Simões.

Para incrementar a receita, a opção da Globosat é a integração multiplataforma. Em 2007 foi criada a joint venture Playboy Brasil. "Em conteúdo adulto, a marca importa mais do que em outros setores. Então trabalhamos bastante com promoções também".

As marcas carro chefe da empresa são SexyHot, para o público hetero, e ForMan, de conteúdo gay. Explorando esses canais, a Globosat lança DVDs com dois filmes neste ano e serviço de download. Também foram criados os clubes de fidelidade Sexyhot e ForMan, com possibilidades de compras pelas internet no portal das marcas. Os canais, com assinaturas semanais e mensais, também estão disponíveis para clientes da Claro e em breve estarão na TIM, Oi e Vivo.

Estimativas do setor indicam que no Brasil 0,5% dos usuários de telefones celulares consomem conteúdo adulto. A expectativa é que em 2012 esse percentual alcance 2,5%. Mas Simões acredita que este número pode ser maior porque muitos consumidores preferem não declarar o consumo.

O diretor da empresa licenciadora e distribuidora de conteúdos adultos Bsmart/Twistbox Entertainment Brasil, Alexander Dannias, aposta no incremento das receitas com o aumento do consumo. Segundo o executivo, cada consumidor que paga um dólar para receber conteúdo com nu frontal está disposto a pagar mais dois dólares para ter conteúdo mais picante. "Investimos bastante em busca na internet e no menu das operadoras no celular para facilitar o acesso com apenas dois cliques. Em buscas, há resultados. Quem procura por esse serviço quer comprar", afirma Dannias. Segundo ele, 38% das compras são de conteúdo gay e do total de buscas na internet em links patrocinados, 14% resultam em compras.

Seguindo a linha da popularização, o presidente da SK8, Nilo Peçanha, e o diretor da Mobile Intelligence, Roberto Aoki, apostam na popularização e baixo preço dos serviços para o crescimento do mercado. "Eu brinco que quero vender conteúdo adulto para motoboy a R$ 0,99. Pratico preço baixo mesmo. Imagine um conteúdo por R$ 0,50 com disparo de SMS. Vai ser uma loucura mesmo", afirma Peçanha.
 
 
Fonte:M&M Online

 
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