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EEE PC 1008HA, O NETBOOK CHEIO DE TRUQUES

22/05/2009

 
 
Quando times nivelados entram em campo, o placar é decidido nos detalhes, certo? Pois a Asus levou a sério essa máxima na hora de planejar a tática para seu novo netbook, o Eee PC 1008HA Seashell, e acabou marcando vários golaços. Tirando esse negócio de conchinha do mar, que é uma grande balela de marketing (ou você acha essa máquina parecida com a casa de um molusco?), a fabricante merece todos os elogios pelo design. E não estamos falando apenas do acabamento sofisticado em branco brilhante, mas também do teclado confortável e das ótimas ideias para tornar as conexões compactas, prezando pela finura do brinquedo.

Enquanto o Eee PC 1000H arrebenta no desempenho, mas fica devendo um design melhorzinho, o S101 é um exagero de tão classudo, numa categoria bem sucedida por causa do preço baixo. Então o negócio foi mais ou menos juntar os dois atributos no 1008HA. Com a dieta de emagrecimento, o laptop perdeu 400 gramas em relação aos modelos mais grosseiros e baratos com tela de 10,1 polegadas. Com um quilo redondo na balança, ele entra no que podemos chamar de terceira geração dos minilaptops, fazendo companhia aos modelos HP Mini 1120br e Dell Inspiron Mini 9.

O pouco peso é um grande mérito, mas a espessura é o que mais impressiona. São apenas 2,5 centímetros de corpo, empatando com o elogiado ? por nós, inclusive ? netbook da HP. São vários os responsáveis por essa evolução, a começar pela bateria feita com polímero. Esse tipo de componente pode ser empacotado em qualquer formato, deixando os designers mais livres para suas criações malucas. Para você ter uma noção, o belíssimo Dell Adamo também usa uma bateria assim.

Alguns truques da Asus fizeram a máquina perder mais preciosos milímetros. Primeiramente, o corpo é mais fino nas extremidades, daí o nome Seashell. E como ainda não inventaram miniaturas para todas as conexões, a fabricante deu seu jeitinho. A interface de rede fica escondida atrás de uma porta, que se abre quando você precisa usá-la. Outra boa sacada foi colocar uma mini VGA como saída de vídeo. Porém, em vez de vender um adaptador separadamente, como faz a HP, a Asus colocou um fio escondido na parte de baixo do netbook.

Confortável para digitar



O teclado não veio parar na segunda página deste review por demérito. Muito pelo contrário ? é que precisávamos de um espaço maior para falar de suas novidades. Ele não é tão grande quanto o encontrado no Mini 1120br, mas é dos mais confortáveis. Ele nem cresceu tanto em relação aos Eee PCs mais antigos de 10,1 polegadas, mas ganhou correções em problemas sérios de usabilidade. A tecla Shift da direita, por exemplo, tem um tamanho decente até para dedos estabanados. E agora os botões ocupam todo o espaço disponível na base, melhorando sua disposição.

A versão da máquina testada por nós é um produto final, do jeito que ela virá para o Brasil, mas com teclado em inglês. Quando for para as lojas brasileiras, no próximo mês, o netbook terá cedilhas e acentos em seus devidos lugares. Tomara que ele venha também com todas as funções interessantes disponíveis aqui, com sequências de teclas que facilitam muito a vida. Dê uma olhada em algumas delas:

Fn + F9: é um jeito mais fácil de chamar o famoso Ctrl + Alt + Del.

Fn + F8: quando você tem um monitor extra ligado ao notebook, o comando permite alternar entre ele e a tela principal.

Fn + F7: apaga o display, mas não deixa a máquina hibernando. Serve para quando você estiver ouvindo música, por exemplo.

Fn + Barra de espaço: seleciona o perfil de bateria, entre modo econômico e alta performance.

Se o teclado é cheio de coisas legais, o touchpad não deixa por menos. Ele é bastante sensível, mesmo sem ficar numa área de baixo relevo. Para identificá-lo, existem apenas bolinhas formando um retângulo. A única reclamação vai para o botão único, que aceita cliques nos dois lados. Por causa disso ele é um pouco duro e impreciso. O ideal seria colocar dois botões mesmo.

Eee PC vitaminado



No quesito desempenho, o netbook não fica devendo em nada para os concorrentes. Ou seja, se vira bem nas tarefas do dia a dia, como navegar pela internet e usar um processador de textos. O micro teve um dos melhores resultados nos testes com cálculos aritméticos do Sandra Lite, fazendo 3 743 MOPS. Existem, basicamente, dois responsáveis por isso: o processador Intel Atom N280, com 1,7 GHz (é a primeira máquina com esse chip que passou pelo INFOLAB) e o barramento de 667 MHz, compatível com a memória de 1 GB no padrão DDR2. Para completar o conjunto, o disco rígido é de 160 GB.

Nossa única decepção com essa máquina foi em relação à conectividade, sacrificada em nome do design fininho. O netbook possui apenas duas portas USB e não vem com um modem 3G embutido. Além disso, a porta de rede poderia ser Gigabit Ethernet e o wireless deveria ser padrão 802.11n. Pelo menos todas as interfaces ficam bem localizadas e protegidas com tampas de boa qualidade ? são de plástico, nada daquelas borrachas molengas e difíceis de colocar no lugar.

A bateria de polímero, além de deixar a máquina fina e leve, também ajuda muito na autonomia. Em nossos testes, ela aguentou firme por mais de três horas, um dos melhores resultados já obtidos aqui no INFOLAB. O minilaptop só perde para seu irmão mais pobre, o Eee PC 1000H, que suportou sete minutos a mais, uma diferença irrisória. A única reclamação vai para a dificuldade de acesso à bateria, uma característica negativa desse tipo de componente. Quando estragar, só uma assistência técnica vai conseguir fazer a troca.



Fonte: Info

 
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