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NOTEBOOK DELL XPS 1340 É FEITO PARA DETONAR

12/05/2009


XPS virou sinônimo de máquinas poderosíssimas e deu um novo padrão visual aos notebooks e desktops da Dell, conhecida por fazer bons produtos com design carrancudo. As poucas opções dessa série à venda no Brasil podem não ser tão ignorantes quanto lá fora, mas nenhum laptop de 13 polegadas disponível por aqui chega aos pés do Studio XPS 1340 quando o assunto é desempenho.

Dentro dessa carcaça preta e robusta estão os dois grandes responsáveis pela performance espetacular do bichinho. O primeiro é o SSD (Solid State Drive) de 120 GB no lugar do disco rígido comum. O resultado é pouco espaço para armazenamento, mas um ganho considerável na agilidade do sistema. O outro diferencial é a controladora gráfica GeForce 9500M ? na verdade, é um sistema chamado Hybrid SLI, que soma as forças de uma placa dedicada com o chip onboard da placa-mãe. Com isso, o notebook é capaz de rodar até jogos pesados numa boa.

Além de fantásticos no desempenho, os processadores gráficos também fazem uma parceria inteligente para economizar energia. Eles só despejam toda sua potência quando você está usando aplicativos pesados, como jogos ou editores de imagem. Se não houver uma tomada por perto, o negócio é escolher o modo econômico. Um programa desliga a placa dedicada e deixa apenas o modelo onboard trabalhando. É o suficiente para atividades comuns, como navegar pela internet ou mexer num editor de textos.

Os demais componentes do notebook mantêm o equilíbrio dessa configuração avançada. O modelo tem processador Core 2 Duo P8600, de 2,4 GHz, e 4 GB de RAM no padrão DDR3, com frequência de 1 066 MHz. Tudo isso rodando o Windows Vista Home Premium de 64 bits, uma opção obrigatória para esse tipo de máquina, com seus prós e contras. O lado bom é que dá para aproveitar totalmente a memória e rodar com velocidade os programas otimizados para o sistema. Porém, ele ainda é incompatível (e, provavelmente, sempre será) com alguns programas e jogos.
Nos testes do INFOLAB, o Studio XPS 1340 mostrou-se um dos notebooks mais rápidos em que já botamos as mãos, considerando seu tamanho. Na prática, é fácil perceber uma agilidade fora do comum nas tarefas básicas, como enviar e-mails, usar múltiplas janelas e abrir arquivos de música e vídeo. Por isso o conjunto ganhou nota 5,3 no Índice de Experiência do Vista, o melhor resultado entre as máquinas de 13 polegadas já avaliadas por nós. O mesmo vale para o desempenho do laptop no PCMark Vantage, benchmark no qual ele alcançou 5 158 pontos.

Quando colocamos o micro para fritar gráficos em terceira dimensão, ele ganhou da concorrência por muito ? alcançou 2 952 pontos no 3DMark06, enquanto apenas o MacBook de alumínio conseguiu ultrapassar os 2 mil pontos. Combinando essa performance com uma tela de excelente qualidade, a experiência de curtir uns filmes deitadão na cama é das melhores. Para completar, o notebook ainda tem as duas melhores conexões de vídeo: uma HDMI, para assistir vídeos em alta definição direto pela TV, e a novíssima DisplayPort.

Por falar em conectividade, a máquina também possui todas as interfaces mais utilizadas para transferência de dados. Ela vem com uma porta eSATA mista, que também funciona como USB, além de uma mini FireWire. Mesmo assim, uma porta USB a mais seria obrigação. Como não poderia deixar de ser, o wireless trabalha no padrão 802.11n, mas ficou faltando o Bluetooth. Um detalhe interessante é que o micro possui um espaço para modem 3G, pois algumas versões gringas possuem o equipamento embutido.

Como nos MacBooks, o drive para DVD é do tipo fenda. Isso elimina aquela tradicional bandeja, geralmente feia e frágil. Também torna o uso mais prático e deixa o design compacto. O único problema é que essa entrada costuma juntar poeira e pode até riscar mídias. Agora, sem querer ser chato, mas um notebook de 7 538 reais não poderia vir com um leitor de Blu-ray? Seria o primeiro modelo de 13 polegadas no Brasil com esse recurso.
Tudo bem, o Studio XPS 1340 pode ser o mais forte dessa categoria, mas está longe de ser o mais bonito. Nesse quesito, aliás, ficamos até um pouco decepcionados ? é que o XPS M1330, um modelo mais simples, nos surpreendeu pela ousadia, quando o avaliamos aqui no INFOLAB. O Studio trocou alguns itens, mas não evoluiu muito. A verdade é que a linha entre a breguice e a sofisticação é muito tênue quando um produto usa couro no acabamento, seja em carros, carteiras ou notebooks.

Já por dentro o desenho é bem legal, principalmente por causa do teclado grande e confortável, no estilo daqueles Sony Vaio mais baratos. Como outros modelos da Dell, ele tem iluminação por baixo, algo legal para quem fica até altas horas com o notebook. O touchpad é menor que o utilizado pelos modelos de 13 polegadas das marcas Sony e HP, mas isso não chega a ser um problemão. Sua sensibilidade também não é das melhores, mas ele tem duas vantagens: os botões são macios e o movimento de pinça funciona para dar um zoom em programas como o navegador e o editor de textos.

Se o design não é unanimidade, é impossível não elogiar a construção parruda desse laptop, até mesmo na parte de baixo. Enquanto a maioria dos micros usa plástico, ele tem uma chapa de aço, que além de ser mais resistente, teoricamente dissipa melhor o calor. Além disso, as dobradiças são de alumínio, completando um conjunto dos mais robustos.

Mesmo o Studio XPS 1340 sendo uma máquina para alto desempenho, seu maior problema aqui no INFOLAB foi justamente ligado ao desempenho, afetado pelo aquecimento excessivo. Com isso, o micro travou enquanto copiava arquivos da rede, com alguns aplicativos abertos e o Hybrid SLI funcionando no talo. E um erro de engenharia no modelo é o posicionamento da saída de ar, bem na parte debaixo do display. Após muito tempo de uso contínuo, a tela pode esquentar demais e acabar queimando. Além de perigoso, isso é desconfortável quando você está com a máquina no colo.
 
 
Fonte: Info

 
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