Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

AUMENTA A TAXA DE RETENÇÃO DO TWITTER

05/05/2009

Para os fãs do Twitter que se assustaram ao saber que sua taxa de retorno de usuários nos Estados Unidos é baixa, vai aqui um refresco. Esse índice veio crescendo de janeiro a março. Pulou de 25% para 32% e finalmente para 41%, em residências. No trabalho passou de 19% para 30% e depois para 37%.

Esses dados mostram que em residências 41% das pessoas que visitaram o microblog  em fevereiro retornaram em março, enquanto que no trabalho 37% dos internautas de fevereiro voltaram ao site no mês seguinte.

Apesar de já ter abordado o Twitter na coluna anterior, volto a esse tema, que é o mais comentado neste momento no mercado de internet, mesmo sendo uma ferramenta que até agora não se mostrou atraente para o internauta comum. Comento agora sobre taxa de retenção, medida que foi trazida à tona de maneira correta e oportuna pelo analista da Nielsen Online, David Martin.

Adoçando um pouco mais o refresco, pode-se dizer que a baixa retenção do Twitter ao longo 2008 não pode ser comparada com a de 2009, já que seu crescimento começou mesmo a ocorrer na virada do ano, inaugurando uma nova fase.

Os analistas que tinham conhecimento dessa baixa retenção em 2008 interpretavam isso como uma indicação de que o Twitter não cresceria. E erraram, entre os quais eu me incluo, porque mesmo com taxas baixas de retorno o salto em 2009 foi enorme.

A medição da taxa de retorno é usada pela Nielsen Online somente no mercado americano. A experiência tem mostrado que sites com índices inferiores a 40% não conseguem ir muito além de 10% de penetração e que quanto menor a retenção mais difícil o futuro do site.

Entre as páginas que às vezes furam essa teoria estão aquelas em que o usuário faz a visita automaticamente, como a de alguns fabricantes de softwares. Elas têm baixo índice de retorno e audiência razoável. Inversamente, também escapam do modelo os sites que têm uma audiência muito fiel, como os dos bancos. Eles têm audiência limitada pela quantidade de correntistas, mas com altíssimo retorno.

Mas essas são exceções à regra geral que levou Martin a apresentar a melhor parte de sua análise, com uma previsão: sem melhorar a retenção, ao crescer rápido o Twitter apenas se aproxima mais do teto.

Porém, é preciso considerar também que se a taxa de retorno define o teto, ela cresceu muito nos últimos meses. E se ela se ampliar nos meses seguintes o teto já não será mais 10%. E não precisa muito: a Wikipédia, por exemplo, convive nos Estados Unidos com taxa de retorno inferior a 60%.

Essa taxa atual de retorno do Twitter o coloca ao lado de sites que têm uma excelente reputação entre seus visitantes fiéis e qualificados como o LinkedIn e alguns fotologs. Mas que atraem mensalmente uma massa muito maior de visitantes esporádicos, com mais de 70% fazendo apenas uma visita por mês.

Mas ficar com 10% de penetração no mercado americano não é uma posição ruim, superada hoje por apenas cerca de 30 sites, em residências.

Alcance no Brasil

No Brasil, segundo o IBOPE Nielsen Online, o alcance do Twitter em residências chegou a 2,7% em março de 2009, superando os 1,4% do mês anterior. Foram 677 mil visitantes do serviço no mês. Desses, 254 mil caíram na página twitter.com/home, para a qual são levados os que se logam ao site. Um crescimento e tanto, porque ao longo de 2008 os logados eram apenas 40 mil por mês.

Evidentemente, estamos falando de visitantes do site, não considerando quem usa o serviço por meio de outras plataformas, como a TweetDeck. Mas os que fazem só isso e nunca entram no site ainda são minoria.

Nos Estados Unidos, 735 mil também usam o Twitter por meio de celulares, de acordo com números da Nielsen Online de janeiro, um número que ainda está longe da quantidade que vem visitando o site e que está em crescimento.

No Brasil, a taxa de retorno pode ser estimada a partir de um cálculo de responsabilidade do analista: a audiência trimestral do Twitter é apenas 42% maior que a média mensal, enquanto o Orkut chega a ter audiência trimestral 74% superior à mensal.

Esses números dizem muito mais sobre a importância desses sites para seus usuários do que sobre o futuro deles. Se o Twitter passar de 5% de penetração, já escapa do nicho que o envolveu nos últimos meses. Para isso, como disse na coluna anterior, é preciso que seja reconhecido como um serviço útil pelo internauta comum, que até agora só visitou a ferramenta porque foi estimulado pelo noticiário, pelos blogs e pelas celebridades.

Como as conversas pessoais, possíveis pelo Twitter, já são feitas pelos internautas por meio de messengers e de redes sociais propriamente ditas, resta à ferramenta atrair usuários na internet com os registros de informações e discussões em tempo real.

Buscas por esse tipo de informação são a grande novidade apresentada pelo Twitter e sua principal vocação. Não dá para ir muito longe, porém, porque concorrem com sites de informações dos portais, fonte considerada confiável pelos internautas que procuram notícias atualizadas.
 
 
Fonte: Wnews

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar