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MICROSOFT EDGE MOBILE | TÃO BOM QUE NEM PARECE DA MICROSOFT [ANÁLISE]

8/24/2020

A história da Microsoft como desenvolvedora de software é longa e repleta de sucessos, com Windows e o pacote Office puxando a fila de bons programas da marca. Mas nem tudo são flores em Redmond, e a Microsoft tem seus percalços. O mais marcante deles quando se fala em software provavelmente é o Internet Explorer, um ex-gigante que ficou para trás dos adversários depois de atravancar o desenvolvimento da web por anos.

Para tentar retomar o tempo perdido e a sua reputação enquanto uma das mais tradicionais desenvolvedoras de software da história, a Microsoft apresentou recentemente uma nova versão do Microsoft Edge, o sucessor do IE.

Agora, você confere uma análise completa da versão para Android do navegador. Temos aqui uma boa alternativa a nomes como Chrome e Firefox ou mais uma furada da MS? O Edge é capaz de apagar a má impressão histórica deixada pelo IE?

Ficha técnica
Microsoft Edge (Android | iOS)
Versão testada: 45.07.4.5054
Testado no Android 9
Destaques positivos
Sincronização entre dispositivos (mobile e PC)
Modo leitura
Visual agradável e com tema escuro
Bloqueador de anúncios nativo
Fácil para salvar links para ler mais tarde
Atalhos rápidos para pesquisa (web e imagens)
Destaques negativos
Não tem atalho para abrir página dentro de um app
Menu de configuração é bagunçado, apesar de ser possível reorganizá-lo
Controles de bloqueio de publicidade poderiam ser mais acessíveis
Bom também para olhar
Logo de cara, é possível notar que o Edge não tenta simplesmente ser uma réplica do Chrome, o que seria até natural dado ao uso compartilhado do mesmo motor por ambos. Contudo, o app da Microsoft chega com personalidade e uma gama de ótimas ferramentas para absolutamente qualquer usuário, do mais básico ao mais avançado.

O visual do Edge é bem agradável, seja no modo claro ou na sua versão escura — o que pode até ser considerado surpreendente, dado o resultado não muito agradável do modo escuro do Explorador de Arquivos do Windows, por exemplo. No navegador mobile, pelo menos, a experiência é bem satisfatória também do ponto de vista estético.

Uma ausência que alguns podem sentir por aqui é de uma opção para permitir ao tema do navegador seguir o mesmo tema do restante do sistema. Obviamente, isso é uma “perfumaria” e não prejudica em nada a experiência e pode até ser “compensada” pelo esquema de cores tradicional do Edge (claro na navegação convencional, escuro na navegação privada).

A tela inicial do navegador tem características bem positivas, pois é totalmente personalizável. É possível deixá-la toda "limpa", sem nada além do logo da Microsoft e da barra de endereços/pesquisa, mas você também pode ativar a exibição de notícias em destaque, páginas mais visitadas e a imagem do dia do Bing (sempre belíssima, diga-se de passagem).

Menu de opções organiza itens em ícones (Imagem: Douglas Ciriaco/Canaltech)

Ainda em relação à parte visual do Edge, o único entrave para mim foi a forma com a Microsoft escolheu organizar o menu de definições do navegador. Acessado por meio do botão “...” na base do app, ele traz tudo em ícones quadrados que até podem ser reorganizados para servir melhor às suas necessidades.

Mesmo com a possibilidade de deixar à mão aquilo que é mais importante, optar por uma estrutura mais tradicional, em lista, talvez funcionasse melhor. Não é como se tudo ficasse perdido, mas a impressão é de que a estrutura atual torna um pouco mais complicada a hora de encontrar algum menu específico.

É importante reforçar que essa é uma impressão pessoal, assim como eu normalmente costumo preferir a organização panorâmica das abas abertas (algo que o Edge adota e ganha pontos por isso), então, isso pode não ser um problema para muita gente, mas é ao menos digno de nota.

 

Sem propagandas? Sem problemas

Se a publicidade se tornou onipresente na web (e nós aqui entendemos perfeitamente a razão disso), os bloqueadores de anúncios também estão se tornando padrão nos navegadores. O Edge mobile é mais um a adotar tal recurso, aqui oferecido por um dos nomes mais tradicionais desse meio, o Adblock Plus.

É preciso acessar as configurações do navegador para ativar o bloqueio de anúncios e há duas boas opções nesse sentido, uma convencional e outra nem sempre vista por aí. A primeira é uma lista de permissões na qual você pode incluir manualmente sites nos quais a propaganda poderá rolar solta (isso é bem útil inclusive porque alguns sites travam o acesso de quem usa bloqueador de anúncio).

A segunda novidade do Edge nesse sentido é ainda mais interessante: chamada de “Permitir anúncios aceitáveis”, ela é oferecida pelo Adblock Plus (APB) e segue uma série de diretrizes bem rígidas para classificar anúncios como aceitáveis — o navegador da Samsung também tem o mesmo recurso graças à parceria com o ABP.

 
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