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DISPOSITIVO IMPRESSO EM 3D SEPARA CÉLULAS CANCERÍGENAS COM PRECISÃO

04/11/2019

Encontrar algumas poucas células cancerígenas escondidas entre bilhões de células sanguíneas normais em uma amostra pode ser como encontrar uma agulha no palheiro. Por isso, uma nova abordagem que usa um dispositivo impresso em 3D tem sido celebrada no meio científico. A descoberta foi feita por pesquisadores da Georgia Institute of Technology.

O gadget funciona como uma “armadilha”, que prende os glóbulos brancos — que têm o mesmo tamanho das células cancerígenas — e filtra os glóbulos vermelhos menores, deixando para trás somente as partículas tumorais. Com isso, seria possível diagnosticar cânceres bem mais cedo e também pesquisar melhor o câncer em processo de metástase.

O trabalho é liderado por pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia e pode significar um grande avanço no tratamento personalizado do câncer, permitindo uma separação das células tumorais da corrente sanguínea de forma mais rápida e a baixo custo.

Estudante Chia-Heng Chu ajusta a "armadilha" impressa em 3D (Imagem: Reprodução/Allison Carter/Georgia Tech)

"Isolar células tumorais circulantes de amostras de sangue tem sido um desafio, porque estamos procurando um punhado de células cancerígenas misturadas com bilhões de glóbulos vermelhos e brancos normais", disse A. Fatih Sarioglu, professora assistente da Escola de Eletricidade da Georgia Tech e Engenharia da Computação (ECE).

 

“Com este dispositivo, podemos processar um volume de sangue clinicamente relevante, capturando quase todos os glóbulos brancos e filtrando os glóbulos vermelhos por tamanho. Isso nos deixa células tumorais não danificadas que podem ser sequenciadas para determinar o tipo específico de câncer e as características únicas do tumor de cada paciente”, complementa.

Impressão em 3D se ajustou bem ao processo

Outras tentativas de capturar células tumorais tentam extraí-las do sangue usando a tecnologia microfluídica, que reconhece marcadores de superfície específicos nas células cancerígenas. Mas como o câncer pode mudar com o tempo, isso não garante uma grande taxa de reconhecimento. E, mesmo após capturadas, essas amostras devem ser removidas e separadas do antígeno sem causar danos.

Já os cientistas da Georgia Tech decidiram adotar uma abordagem diferente, construindo “armadilhas” impressas em 3D alinhadas com antígenos para capturar os glóbulos brancos em uma amostra. A possibilidade de confeccionar canais de fluído em zigue-zague, de forma milimétrica, resultou em um dispositivo que oferece uma área muito maior de contato de cada glóbulo branco com a superfície.

(Imagem: Reprodução/Allison Carter/Georgia Tech)

"Os dispositivos microfluídicos comuns têm apenas uma única camada com alturas de canal de 50 a 100 mícrons. Eles são grossos, mas a maioria é apenas plástico vazio. O uso da impressão 3D nos liberta de um canal único e nos permite criar muitos canais em três dimensões que utilizam melhor o espaço”, comenta A. Fatih.

O estudo foi publicado no periódico Lab on a Chip e promete mais boas notícias muito em breve.

 

Fonte: CanalTech

 
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