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AMAZON ENCERRA CONTRATO COM PARCEIRAS E DEIXA 2 MIL PESSOAS SEM EMPREGO NOS EUA

14/10/2019

Amazon encerrou contratos com três grandes empresas de entregas nos Estados Unidos, o que pode resultar em mais de 2 mil demissões até o final do ano. A movimentação veio após o BuzzFeed News e a ProPublica denunciarem pressão em prazos e casos até de morte de funcionários no país.

As três companhias são a Inpax Shipping Solutions, a Sheard-Loman Transport e a Letter Ride LCC, todas com previsão de demissões e encerramento de trabalho para a Amazon.

A primeira informou que deve dispensar 925 funcionário nos seis estados em que atua nos EUA, sendo que termina o contrato com a gigante em dezembro deste ano. A Sheard-Loman Transport também foi informada que o contrato não seria renovado, pegando a empresa de surpresa de acordo com documentos legais. Com isso, ela já demitiu 200 empregados e encerrou os trabalhos em setembro.

Por fim, a Letter Ride LLC informou que terá um quadro de demissões de 897 motoristas, entregadores e outros funcionários por conta de fim de contrato com a Amazon.

O cenário das três empresas segue um ambiente de maus tratos e até histórias de fatalidades. Em dezembro de 2016, um motorista da Inpax atropelou uma senhora de 84 anos em Chicago, resultando na morte da idosa. Na época, a família processou a Amazon dizendo que a empresa colocava processos rigorosos demais, o que obrigava motoristas a arriscarem a própria vida e a de outras pessoas.

Em junho deste ano, outras duas pessoas morreram em funções parecidas. Um motorista de 21 anos chamado Traivon Hemingway morreu após a sua van cruzar a pista e bater em um trailer também em Chicago. Por fim, uma moça de 61 anos chamada Stacey Curry também foi atropelada por um entregador que cumpria um prazo no estacionamento onde ela trabalhava.

Segundo levantamento dos dois sites, a Amazon criou uma rede de entrega em 2014 com empresas parceiras do ramo. Na época, a companhia preferiu este modelo a contratar seus próprios funcionários para o cargo. O problema é que a gigante não consegue controlar as condições de trabalho de tais empresas e coloca prazos de entrega cada vez mais apertados.

Outro ponto apurado foi que as companhias também não exigem dos funcionários experiência prévia com entregas, os submetendo a metas altas de desempenho. Por exemplo, um dos entregadores disse à ProPublica que tinha que entregar perto de 300 pacotes em um dia de trabalho, o que o obrigava a pular refeições e até mesmo urinar em garrafas.

Desde 2014 foram pelo menos 60 acidentes graves, sendo que 10 resultaram em mortes, de acordo com o Departamento Trabalhista nos Estados Unidos.
 
 
 
 
Fonte: CanalTEch 

 
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