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REDES SOCIAIS PODEM AFETAR O BEM-ESTAR E A SAÚDE MENTAL

23/09/2019

O ciberbullying está nas plataformas e pode levar ao sofrimento psicológico e ao isolamento. Por isso, é preciso estar atento a sinais de depressão e ansiedade

Parece um ambiente seguro. Afinal, fica dentro de casa, onde pais e familiares podem se manter alertas sobre qualquer movimentação. Só que muitas vezes é um vale sombrio repleto de solidão. Uma solidão acompanhada de muito ciberbullying.
 
Este é o cenário da internet hoje para muitos. Em julho, houve um caso muito simbólico: a blogueira Alinne Araújo, que falava justamente sobre sua própria depressão nas redes, cometeu suicídio um dia após casar-se consigo mesma — ela decidiu seguir com o casamento mesmo depois da desistência do noivo, um dia antes da cerimônia.

Todos achavam que ela estava bem: os mais próximos interpretaram a atitude como um sinal de que ela havia superado a situação, mas os seguidores não perdoaram e o ciberbullying deu o tom no perfil de Alinne durante horas. Muitos diziam que a blogueira estava agindo daquela forma (casando-se consigo mesma) apenas para chamar a atenção. Ela, então, sucumbiu.

Crianças, adolescentes ou adultos, ninguém está livre de ter sua saúde mental abalada. Nas redes sociais, isso pode ser ainda mais perigoso: o contato com os haters pode levar ao sofrimento psicológico. Um estudo da Royal Society for Public Health, conduzido em 2017, aponta o Instagram como a pior plataforma para a saúde mental dos usuários — recentemente, a rede foi a primeira a ocultar as curtidas nas publicações, como forma de preservar os usuários.Outras pesquisas sobre a relação entre as redes sociais e diferentes desordens mentais (principalmente depressão e ansiedade) têm sido cada vez mais frequentes. Os resultados apontam para o alto risco de incidência de distúrbios em associação com o uso dessas plataformas.
Outros dados parecem confirmar: a quantidade de crianças de 10 a 14 anos que morreram por suicídio aumentou 65% entre 2000 e 2015, segundo um estudo da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso Brasil) com base em dados do Ministério da Saúde. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, o crescimento foi de 45% no mesmo período. Como esses casos são, em geral, subnotificados, os números podem ser, infelizmente, ainda maiores.
 
 
Fonte: Olhar Digital 

 
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