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NOVAS POLÍTICAS DO YOUTUBE PARA COMBATER DISCURSO DE ÓDIO ACABARAM APAGANDO VÍDEOS EDUCACIONAIS E DOCUMENTÁRIOS

10/06/2019

O YouTube anunciou na quarta-feira (5) novas diretrizes para tentar combater a disseminação do discurso de ódio em sua plataforma. A mudança, porém, parece estar surtindo um efeito colateral: conteúdos educacionais de História e documentários foram apagados ou desmonetizados pela plataforma de vídeos.

Segundo reportagem do jornal inglês The Guardian, o canal de revisões de conteúdos do professor Scott Allsop foi deletado horas depois de o YouTube publicar sobre as novas políticas. O MrAllsopHistory foi restaurado no dia seguinte. O canal tem centenas de vídeos sobre tópicos como a conquista da Normandia e a Guerra Fria, entre outros.

Tradução: “O YouTube me baniu por ‘discurso de ódio’, acho que devido a clipes sobre política nazista com discursos de propaganda de líderes nazistas. Estou arrasado por ter essa denúncia contra mim e frustrado por ter perdido abruptamente 15 anos de trabalho coletando materiais valiosos para a comunidade de professores de História.”
 

Allsop não foi o único afetado. Richard Jones-Nerzic, outro professor de História ouvido pelo Guardian, disse que teve o upload de vídeos sobre a ascensão do nazismo bloqueado pelo YouTube. A empresa diz ter reestabelecido o envio de material para Jones-Nerzic depois de ele ter apelado.

Verge também menciona casos de jornalistas e documentaristas que cobrem movimentos de extrema-direita e de supremacismo branco. Eles tiveram conteúdos apagados e limitados na plataforma depois de as novas políticas entrarem em vigor.

Usuários brasileiros também foram afetados. O site da revista Superinteressantemenciona o caso do canal Xadrez Verbal, que teve um vídeo sobre nazismo deletado pelo YouTube. Os responsáveis pelo canal se manifestaram no Twitter e, segundo a Super, o vídeo voltou para o site no dia seguinte.

Ao Verge, o YouTube não comentou casos específicos, mas declarou que 99,3% dessas análises são feitas automaticamente, usando aprendizado de máquina. Depois, porém, são revisadas por uma equipe de seres humanos. A plataforma de vídeos também disse que está procurando opções para garantir a disponibilidade de conteúdos que tenham valor para ONGs que combatem discursos de ódio e pesquisadores.
 
 
Fonte: Gizmodo 

 
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