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VALE A PENA COMPRAR UM MODELO DE ENTRADA DA XIAOMI?

22/04/2019

Analisamos os prós e os contras da compra de um smartphone de entrada da fabricante chinesa no Brasil

Apesar das boas novidades para o comércio brasileiro de smartphones em 2019, nosso mercado ainda é bastante polarizado. O brasileiro já amadureceu quando o assunto são smartphones intermediários e topos de linha, mas a realidade da categoria de entrada mostra que este ainda é um nicho a ser muito trabalhado. Fabricantes locais como Positivo, SEMP TCL e Multilaser estão tentando preencher essa lacuna, mas claramente não conseguiram obter sucesso. Neste cenário, será que vale a pena comprar um modelo de entrada da Xiaomi no Brasil?
Na semana passada, publicamos o hands-on do Redmi Go, o smartphone de entrada da Xiaomi, lançado no início de 2019. Assim como seus competidores no mercado nacional, o smartphone foi criado em parceria com a Google e roda com o sistema operacional para celulares com hardware limitado, o Android Oreo Go.

Quando comparamos este aparelho, aos modelos disponíveis no varejo nacional, levando em consideração a ficha técnica e o preço dos dispositivos, a Xiaomi leva clara vantagem, porém, existem dois fatores importantes que devem ser considerados antes de optar pelo Redmi Go em detrimento aos modelos de entrada nacionais.

Antes de continuar, é preciso deixar bem claro que dizer que um smartphone pertence à categoria de entrada significa que o modelo possui configurações modestas e, consequentemente, custa bem mais barato. Esses celulares costumam ser os primeiros modelos que os usuários compram quando decidem começar a usar um celular inteligente, por isso, foram batizados como aparelhos de entrada. Contudo, hoje, essa definição é mais abrangente, pois também serve para classificar a compra de smartphones baratinhos, mas que já são a terceira aquisição de uma pessoa, como consequência da atualização do modelo para uma versão mais recente do software ou mesmo do hardware.

E nessa categoria temos hoje no varejo nacional o Multilaser MS50G, o Positivo Twist Mini 2019 e o SEMP Go! 3c. Tanto a Multilaser quanto a Positivo possuem variantes destes modelos com componentes internos melhores, porém, ficam acima da faixa de preço de R$300,00. Com exceção MS50G, os outros dois aparelhos possuem a metade da memória RAM do Redmi Go, que já é limitada a 1GB. Além disso, o modelo de entrada da Xiaomi possui uma capacidade maior de bateria, visto que oferece 3.000mAh, enquanto o MS50G tem 2.200mAh, o Twist Mini 2019 tem 1.500mAh, e o Go! 3c vem com 1.400mAh.

Por fim, mas não menos importante, é preciso pesquisar se o modelo vendido pelo representante no Brasil está em conformidade com às redes móveis nacionais. Felizmente, a versão Global do Redmi Go é compatívelcom as principais redes móveis do 4G, 3G e 2G nacionais, das principais operadoras.

Logo, olhando para as especificações técnicas do Redmi Go em comparação com aquilo que temos hoje disponível no mercado nacional na categoria de entrada, vale a pena investir neste modelo da Xiaomi. Porém, temos que levar em consideração os riscos do aparelhos não ser vendido no país oficialmente, bem como o fato do dispositivo ainda não ter passado pela homologação da Anatel.

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Fonte: Olhar Digital 

 
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