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DOCUMENTO MOSTRA QUE NEM TODOS OS FUNCIONÁRIOS DA KICKSTARTER QUEREM SINDICATOS

01/04/2019

Na última terça-feira (19), um grupo de funcionários do Kickstater anunciou que tinha a intenção de se sindicalizar sob o nome Kickstarter United. Só que, de acordo com um memorando interno vazado na quinta-feira (21), alguns funcionários mais antigos da empresa estão se organizando para que o site de financiamento coletivo não seja a primeira grande startup de tecnologia a ter seus funcionários sindicalizados.

De acordo com um porta-voz do Kickstarter, a empresa sabe que alguns de seus funcionários possuem interesse em se sindicalizar e que a empresa está sempre pronta para ouvir as reclamações de seus funcionários. Mas existem alguns dissidentes na empresa que acham que o esforço de sindicalizar os trabalhadores do Kickstarter não tem sido transparente ou mesmo justo com a empresa, e que os funcionários têm sido extremamente vagos em suas preocupações para se sindicalizar.

Entre os dissidentes estão Lindsay Howard (Gerente Sênior de Iniciativas Criativas), Pritika Nilaratna (Engenheira de Software Sênior) e Katheryn Thayer (Editora Sênior de Design e Tecnologia). Elas estão entre os três nomes que assinaram o memorando antissindicalização e que acreditam que todos os problemas podem ser solucionados com um diálogo aberto entre os funcionários e os executivos da empresa, não havendo a necessidade de se trazer sindicatos para as conversas - uma posição que consideram como “extrema”. Apesar disso, nenhuma delas explicou o que há de “extremo” na sindicalização de uma classe trabalhadora, algo que é garantido pela constituição dos Estados Unidos desde 1935 para os empregados de todos as classes.

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O documento publicado pelos dissidentes não apresenta os motivos porque os trabalhadores não deveriam se sindicalizar, mas alguns deles beiram o absurdo. O mais impressionante citado no documento cita os sindicatos como uma ferramenta historicamente usada para proteger os trabalhadores mais vulneráveis da sociedade, e que como os funcionários da Kickstarter recebem bons salários e, no geral, possuem boas condições de trabalho. Por isso, se organizar para pedir melhorias seria um desserviço histórico aos primeiros sindicatos.

Apesar disso, existe apenas um único motivo não citado no documento que é o que realmente preocupa os donos dessas empresas: dinheiro. Ainda que o Kickstarter hoje não possua dívidas e nem corra risco de falir, a empresa está sempre atrás de novos investidores para continuar se expandindo. Com os trabalhadores não-organizados, qualquer conversa com investidores é apenas entre o CEO e o possível investidor, e a cúpula da empresa pode escolher a melhor forma de receber o dinheiro. Mas, com a sindicalização dos funcionários, devido às leis trabalhistas dos Estados Unidos, um representante do sindicato precisa estar presente nas discussões de investimentos, o que pode obrigar a empresa a repassar uma parte maior desses investimentos para seus colaboradores.
 
No momento, há uma movimento em todo o setor de tecnologia de funcionários pedindo melhores condições de trabalho e uma maior diversidade nas contratações do setor - e sendo bem-sucedidos, com praticamente todas as empresas de tecnologia abandonando a prática de arbitragens forçadas para resolver disputas internas, como casos de assédio sexual. Caso a sindicalização dos trabalhadores do Kickstarter vá para frente e eles consigam melhores acordos de trabalho, isso pode gerar um precedente que fará os bilionários do Vale do Silício não dormirem à noite.
 
 
Fonte: CanalTech 

 
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