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WHATSAPP COMPLETA UMA DÉCADA DE EXISTÊNCIA MAIS PRESSIONADO DO QUE NUNCA

25/02/2019

O WhatsApp alcança neste domingo, 24 de fevereiro, a marca de 10 anos de existência. Não são tantas empresas de tecnologia que conseguem chegar a este ponto: a maioria fecha as portas muito antes. Também são poucas as empresas que chegam ao seu décimo aniversário tão pressionadas quanto o aplicativo de mensagens do Facebook.


Desde sua fundação, o app foi norteado pela privacidade, o que fez com que seus fundadores se recusassem a exibir publicidade. A popularidade do WhatsApp aliada à sua criptografia de ponta-a-ponta, faz com que ele se torne uma ferramenta altamente visada por governos do mundo inteiro. Isso porque, ao oferecer comunicações protegidas entre seus usuários, o WhatsApp também dificulta consideravelmente investigações policiais e ações de espionagem em sua plataforma.

Isso tem feito com que cada vez mais governos pressionem o aplicativo a oferecer uma forma de quebrar essa criptografia, possibilitando a interceptação e leitura do conteúdo trocado por usuários que despertem algum tipo de interesse das autoridades. O WhatsApp, por sua vez, se recusa a fazer isso terminantemente.


Mas por que o WhatsApp se recusa a fazer isso? A questão é complexa, mas pode ser facilmente entendida com uma analogia: imagine a porta da sua casa aberta; se você permitir que ela fique assim, um policial ou um bombeiro pode ter mais facilidade para entrar em um momento que você precise de socorro. No entanto, a mesma porta aberta pode ser usada para um ladrão entrar na sua residência e roubar as suas coisas.

A questão da criptografia é bastante similar a esta porta aberta. 

 

Isso cria um clima de permanente tensão entre o WhatsApp e as autoridades que só tende a se agravar com o aumento da popularidade. O Reino Unido já tentou pressionar aplicativos de mensagens a abrandarem a criptografia; o mesmo já aconteceu na Austrália e na Índia, onde houve um surto de linchamentos com base em boatos. Até mesmo no Brasil essa situação já foi discutida após a apresentação do pacote “anticrime”, do ministro Sérgio Moro. 
 
E engana-se quem pensa que essa pressão vem apenas de fora. Uma matéria do Washington Post de abril de 2018 indicou um racha entre a direção do Facebook e os diretores do WhatsApp; o motivo seria justamente a criptografia. A ideia seria que o WhatsApp adotasse uma criptografia mais fraca para facilitar alguns recursos do WhatsApp Business, a versão do aplicativo voltada para empresas. No mesmo dia da publicação desta matéria, Jan Koum, um dos fundadores do WhatsApp, anunciou sua saída do Facebook, o que apenas reforçou a hipótese de que Facebook e WhatsApp não estavam na mesma página em relação a criptografia.Também há cada vez mais uma preocupação sobre a possibilidade de controlar o que circula dentro do aplicativo, o que também não é simples de ser feito atualmente justamente pela questão da criptografia. O app já foi questionado pelo fato de haver grupos enormes e ativos que usam a plataforma para troca de imagens e vídeos de pornografia infantil e não conseguir fazer nada a respeito.
Na Índia, onde o aplicativo também é muito forte, houve uma onda de mortes causadas por linchamentos originados de boatos circulando livremente por meio da plataforma. Isso fez com que o WhatsApp decidisse limitar o encaminhamento de mensagens para até cinco conversas no mundo inteiro, para evitar a disseminação de informações falsas, as chamadas “fake news”.E, claro, o Brasil também tem sua dose de problemas com o WhatsApp. O aplicativo já foi bloqueado nacionalmente duas vezes em 2016 pela incapacidade de cooperar com investigações policiais. O aplicativo também teve papel fundamental nas últimas eleições para a difusão de todo tipo de boato impossível de rastrear, o que chamou a atenção do resto do mundo para o impacto político de uma ferramenta assim.
Então, parabéns ao WhatsApp pelos seus primeiros 10 anos. Agora vamos ver qual caminho a empresa opta por seguir pela próxima década; ela irá conseguir manter sua filosofia ou precisará se adaptar a tantas outras vontades para continuar existindo? A resposta teremos apenas em 2029. 
 
 
 
Fonte: Olhar Digital 
 
 

 
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