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O QUE É O BLOCKCHAIN E POR QUE SEU POTENCIAL É BEM MAIOR QUE APENAS O BITCOIN

26/04/2018

Quem acompanha as notícias sobre o Bitcoin sem freio e criptomoedas em geral já deve ter ouvido falar de blockchain. Esse é o sistema utilizado para verificar as transações do Bitcoin e de algumas outras moedas, mas o que significa exatamente dizer isso? Na verdade, o blockchain é algo muito maior e com muito mais potencial do que apenas verificar transações de moedas virtuais, então vamos tentar explicar um pouco melhor como o sistema funciona neste artigo e vídeo.

Blockchain pode ser traduzido mais ou menos como uma "corrente de blocos". São blocos de informação que se encadeiam por ordem cronológica e têm seus dados validados pela lógica, explicando de maneira simples. O melhor jeito de dar um exemplo de seu funcionamento é usando o próprio Bitcoin, como fizemos no vídeo acima.

Esse princípio usado na autenticação de transações financeiras pode ser, então, aplicado para a autenticação de todo tipo de processo online, seja a validação de um usuário tentando logar em sua conta ou na verificação da confiabilidade de um arquivo a ser transferido. Tudo se baseando no "histórico" de cada dado em movimento em toda uma rede de computadores capaz de dizer se uma dada transação é possível ou não.
 Uma das vantagens desse funcionamento seria criar plataformas online em que os usuários não tivessem que confiar suas informações pessoais para empresas gigantes centralizadoras desses dados. Isso evitaria expor a privacidade dos usuários para companhias ao mesmo tempo em que aumentaria a segurança contra vazamentos, afinal os dados não estariam armazenados em um só servidor que pode ser hackeado e divulgar tudo, como aconteceu com o Yahoodiversas vezes. Eles estariam pulverizados em milhares de computadores e hackear um só deles jamais daria as informações completas.

"O blockchain tem uso potencial em qualquer aplicação que busque ser distribuída, descentralizada e robusta a fraudes." - Comenta Antônio Unias de Lucena, engenheiro pelo ITA e atual pós-graduando na Unicamp com blockchain como objeto de pesquisa (Lattes). O acadêmico cita um sistema de cartório como exemplo de um uso diferente para a tecnologia:

"A forma como o blockchain se organiza (cadeia de blocos em que cada bloco armazena o hash do bloco anterior) torna evidente a adulteração dos dados de um bloco antigo. Um cartório digital organizaria seus documentos da mesma forma, um novo documento armazenaria o hash documento anterior a ele e, desta forma, todos os documentos estariam interligados, tornando evidente qualquer adulteração em algum deles."

Grandes entusiastas do blockchain já consideram a tecnologia a próxima grande revolução da comunicação, dizendo que, quando o recurso se popularizar, vai ser tão importante quanto a dispersão da própria internet. Lucena acredita que a tecnologia um dia se tornará mainstream, mas ainda não arrisca uma previsão e faz ressalvas:

"Vale ressaltar que, para, de fato, estas aplicações conseguirem utilizar blockchain, algumas limitações atuais dos principais blockchains necessitam serem sanadas:
a) baixa capacidade de armazenamento de dados
b) alto consumo de energia elétrica durante o processo de criação de um novo bloco
c) possibilidade de concentração de mineração (criação de novos blocos) em torno de poucos usuários."

 

O consumo de energia da mineração mesmo já tem se mostrado uma preocupação atual no mundo, como foi publicado no final do ano passado.

Mas dificilmente vai ser o consumo energético que vai impedir a expansão da tecnologia e ainda devemos ouvir muito, cada vez mais, sobre blockchain nos próximos anos.
 
 
 
Fonte: Adrenaline 

 
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