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REGULADORES EUROPEUS DEFENDEM QUE GOOGLE SEJA DIVIDIDO EM VÁRIAS EMPRESAS

27/03/2018

O Google está em maus lençóis com as autoridades da União Europeia. Alguns deles defendem que o Google precisa ser dividido para não engolir a internet.

De acordo com o Telegraph, a comissária de competição da União Europeia Margrethe Vestager – que lidera a acusação que quer multar o Google em valor recorde de US$ 2,7 bilhões por manipular resultados de buscas em compras online – disse em uma entrevista que as autoridades da União Europeia ainda possuem “graves suspeitas” a respeito da gigante das buscas.

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Ela disse que ainda consideram a possibilidade de quebrar a operação do Google por antitruste e se perguntam se essa é a única opção para evitar que a companhia se torne tão grande a ponto de conseguir perturbar a economia.

“Acho que é importante manter essa questão aberta e na agenda. Não chegamos a esse ponto ainda, mas é importante manter os olhos abertos”, disse Vestager.

Vestager também se mostrou preocupada com o fato do Google ainda abusar de sua posição no mercado. Na União Europeia, a companhia abocanha quase 92% de todo o mercado de buscadores. Em entrevistas recentes, ela disse que as autoridades do bloco europeu monitorarão cuidadosamente os relatórios de compliance do Google e que outras investigações relacionadas à Play Store e os negócios relacionados ao Google AdSense estão em andamento. Os rivais da empresa também acusaram o Google de não fazer alterações legalmente obrigatórias após a multa sofrida em 2017.

“Não há proibição de sucesso na Europa. Se você começa a ser dominante, há uma responsabilidade especial em não destruir a competição já enfraquecida… Provamos o domínio deles no mercado de buscas e descobrimos que eles utilizaram esse domínio para se promover e diminuir os concorrentes”, disse Vestager ao Telegraph.

Reguladores europeus estão dispostos a tomar medidas antitruste muito mais drásticas contra as empresas dominantes se comparado com os reguladores americanos, que quase sempre permitem que as grandes empresas de tecnologia sigam o caminho sem sérios desafios legais.

Como aponta a Reuters, Vestager disse no ano passado que novos casos contra o Google são prováveis, e a Comissão Europeia está rascunhando uma regulação que exigiria que “sites de e-commerce, apps stores e mecanismos de busca sejam mais transparentes na forma que classificam os resultados na busca e por que eles não listam alguns serviços”.

Novas propostas da União Europeia poderiam também exigir que empresas de tecnologia paguem um imposto de 3% sobre o faturamento “caso façam dinheiro a partir do uso de dados de usuários ou publicidade digital em algum país”, o que seria um desafio ao modelo atual no qual as companhias tentam estabelecer suas sedes em países que cobram impostos menores.

Vestager disse ao Telegraph que ela não está mirando especificamente nas empresas de tecnologia. “Eu acho que os motivos para comportamento ilegal é o mesmo para qualquer tipo de companhia. Dinheiro, medo, poder – esses motivos têm sido os mesmos durante séculos”, disse.
 
 
Fonte: Gizmodo 

 
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