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INSTAGRAM QUER QUE INFLUENCIADORES SEJAM MAIS HONESTOS SOBRE POSTS PAGOS

09/11/2017

 
 

O Instagram, ou “Twitter para pessoas que só querem tweetar o quão gostosas e ricas elas são”, há muito tempo foi tomado por anúncios pagos de produtos tanto em contas de celebridades quanto pelos nebulosamente influentes “influencers” — e tantos deles esnobaram as regras da Federal Trade Commission (Comissão Federal de Comércio dos EUA) exigindo a divulgação de acordos de patrocínio pagos que o órgão começou a avisá-los para levarem sua autoridade a sério.

De acordo com o TechCrunch, neste ano o Instagram implementou uma política exigindo a divulgação de acordos de endosso (de produtos), desenvolveu uma ferramenta para sinalizar posts como parte de “parceria paga” com um anunciante e, gradativamente, começou a dar acesso à ferramenta para um número crescente de contas. Nesta semana, ele está disponibilizando a ferramenta para todos seus usuários que têm acesso a dados de insight, o que inclui contas de negócios e muitos de seus usuários mais populares. As contas que fizerem publicações suspeitas de serem endossos de produtos receberão notificações de que “têm a opção de marcar uma empresa”.

A FTC escreve o seguinte em suas diretrizes de endosso de produtos:

Os Guias, em sua essência, refletem o princípio básico de verdade na publicidade de que os endossos devem ser honestos e não enganosos. Um endosso deve refletir a opinião honesta daquele que endossa e não pode ser usado para fazer uma alegação que, legalmente, o comerciante do produto não poderia fazer.

Além disso, dizem os Guias, se houver uma conexão entre um endossador e o comerciante que os consumidores não esperariam e que afetaria como os consumidores avaliam o endosso, essa conexão deve ser divulgada.

Basicamente, os posts precisam ser marcados como anúncios, e o recurso recentemente acrescentado não poderia deixar isso mais óbvio.

Imagem: Captura de tela via TechCrunch

A jogada do Instagram parece um prenúncio claro de uma aplicação mais rigorosa das regras, o que seria bom para consumidores, mas potencialmente não tão bom para os influencers. Em 2016, o Jezebel obteve valores detalhados de algumas propagandas, que iam de apenas US$ 700 por post para a makeup artist JoJo McCarthy a até US$ 15 mil-20 mil para Scott Disick, ligado às Kardashians e que tinha mais de 13 milhões de seguidores à época. Modelos famosas como Gigi Hadid também tiraram vantagem das circunstâncias para propagandear produtos.

Em outras palavras, é um canal financeiramente lucrativo para celebridades que talvez não consigam descolar um anúncio de carro à la Matthew McConaughey, mas que aproveitaram o tempo para cultivar uma grande base de seguidores. Como visto abaixo, historicamente, posts pagos de Instagram muitas vezes nomeavam produtos específicos sem revelar explicitamente que eram truques de marketing pagos; embora não seja muito difícil juntar os pontos, os consumidores são facilmente influenciados por pessoas famosas dando crédito a certos produtos por sua aparência e suas riquezas. A preocupação crescente da FTC mostra que os influenciadores talvez tenham maior dificuldade de se safar desse tipo de situação no futuro.

A divulgação forçada de propaganda pode significar pagamentos menores ou menos anúncios, já que marcar um post como endosso pago desvaloriza tanto o produto quanto quem o endossa. Mas algumas celebridades parecem ter ignorado os esforços; uma reportagem na Pacific Standard neste ano alegou que centenas de posts das irmãs Kardashians e Jenner continham formulações vagas proibidas pela FTC, acordos pagos divulgados só mais tarde ou simplesmente nunca tiveram divulgação alguma.
 
 
 
Fonte: Gizmodo
 

 
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