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TRABALHAR MUITO NÃO É TENDÊNCIA, É EXIGÊNCIA DO MERCADO

26/07/2017

Profissionais com carreira executiva que trabalham excessivamente têm fortes conflitos entre trabalho e família, o que leva ao desejo de sair de seus empregos e também reduz o engajamento no trabalho. Esta é uma das conclusões da tese de doutorado defendida por Ana Cláudia Braun pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da PUCRS, com orientação da professora Manoela de Oliveira.

O estudo teve a participação de 275 profissionais, que responderam a um instrumento on-line. Muitos deles reclamam do fato de não conseguirem aproveitar a família, nem nos finais de semana, em função da alta carga de trabalho. Uma saída para tentar solucionar o problema é a conscientização das empresas de que é preciso flexibilizar a rotina de trabalho.

“As pessoas não estão trabalhando muito porque têm prazer, mas sim por que as empresas exigem isso”, afirma Ana Cláudia Braun. Segundo ela, as organizações precisam urgentemente dar atenção para a qualidade de vida dos funcionários. “Trabalhar muito não é uma tendência, é uma necessidade”, adverte.

Braun lembra ainda que a reestruturação de processos organizacionais, a divisão de responsabilidades igualitária entre os colaboradores e incentivo ao tempo livre também podem ser benéficas e contribuírem para a redução desse conflito. A tese também definiu o perfil de grupo focal com cinco mulheres em carreira executiva, com idade média de 35,8 anos, casadas com parceiros que também trabalham.

Os resultados apontaram que elas têm dificuldades na conciliação do papel de mãe e trabalhadora e que as estratégias de coping (estratégias que usamos frente a situações de estresse) apoiadas em ações realizadas pelas organizações com foco em redução do conflito entre trabalho e família são percebidas como de alta eficácia.

“Essas mulheres tiveram medo de dizer que estavam grávidas, sentem uma culpa muito forte por trabalhar fora e ficar longe dos filhos e também se questionam como ser uma boa mãe nesse cenário”, lembra a pesquisadora. Outros pontos que apareceram na pesquisa foram a dupla jornada (trabalho x casa) e a falta de apoio dos companheiros nas funções maternas.
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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