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TV DIGITAL: DESLIGAMENTO EM SÃO PAULO CAUSA NOVO EMBATE ENTRE TELES E TVS

21/02/2017

O grupo de emissoras, teles, Anatel e governo que supervisiona a transição para a TV Digital voltou a rachar na reunião desta segunda, 20/02. A divergência, mais uma vez, se deu em como medir o grau de preparação dos domicílios de São Paulo e municípios próximos, que têm o desligamento dos sinais analógicos de televisão previsto para 29 de março, em menos de 40 dias. 

Sem consenso, prevaleceu a decisão da Anatel, que preside o grupo de implementação da digitalização, o Gired. Dessa forma, ao levantar quantos lares estão aptos a receberem os sinais digitais, o Ibope deverá adotar um deflator como forma de descartar parte das residências que possuem televisores de tela fina, mas sem conversor. 

Essa é uma polêmica que já esquentou os ânimos do Gired quando do desligamento em Brasília,  concluído em novembro do ano passado. Trata-se de considerar todos os lares com tevês de tela fina como prontos para a TV Digital. Mas como existem cerca de 11 milhões de aparelhos desse tipo sem conversor, a proposta foi polêmica desde o início. 

Por fim, adotou-se um deflator de 8% no total de lares com ‘tela fina’ e essa foi a metodologia usada em Brasília. O tema, no entanto, voltou à mesa com a proximidade do desligamento da principal praça publicitária do país, São Paulo. De um lado, Abert (Globo e SBT) e Claro queriam checar a validade do deflator. De outro, Abratel (Record), Vivo e TIM queriam manter como foi em Brasília. 

O presidente da Anatel, Juarez Quadros, que preside o Gired, decidiu-se pelo uso do deflator como está. Além disso, a pesquisa em São Paulo vai considerar a tendência – se entender que o ritmo é de crescimento, pode ser dado o ‘sinal verde’ do desligamento dos sinais analógicos mesmo abaixo da meta nominal. 

É que, pela regra, o desligamento analógico só deve acontecer quando 93% dos domicílios de cada município atingido estiverem preparados para receber apenas sinais digitais de TV. Como a margem de erro é de três pontos, já se considera que se a pesquisa der 90%, pode haver desligamento. A regra da ‘tendência’ é um ingrediente adicional, que pode autorizar o desligamento com menos de 90% caso a leitura seja pelo ‘viés de alta’. 
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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