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CIENTISTAS DESENVOLVERAM BATERIA DE ÍON-LÍTIO QUE NÃO PEGA FOGO

17/01/2017

galaxynote7-queimado
 
 

As baterias de íon-lítio atualmente são um dos maiores problemas no mundo tecnológico. A fonte de energia onipresente tem a desagradável tendência de se incendiar. Mas pesquisadores da Universidade de Stanford acreditam ter encontrado uma solução com um retardador de chamas embutido que não prejudica a perfomance da bateria.

A bateria de íon-lítio é ótima para segurar a carga e se encaixar em pequenos dispositivos, mas de vez em quando experimenta o que é chamado de descontrole térmico. O termo se refere a um crescimento exponencial no calor.

A bateria contém dois eletrodos primários – o ânodo e o cátodo. Se esses eletrodos tocam um ao outro, o descontrole térmico pode se iniciar e é nesse momento que as pessoas repentinamente se encontram com o bolso em chamas ou pior.

A solução que os cientistas de Stanford estão oferecendo envolve a separação dos eletrodos com um retardador de chamas. O Engadget explica os detalhes técnicos:

Geralmente o separador é um polímero comum como o polietileno, o plástico mais comum e utilizado no mundo. O novo separador consiste em uma sequência fibrosa de fosfato de trifenila (TPP, na sigla em inglês), um retardador de chamas comum, com uma carcaça de um outro polímero, o PVDF-HFP. A carcaça de polímero previne que o TPP escorra no eletrólito, o que reduziria a performance da bateria.

Quando o separador atinge 160 graus Celsius, o polímero derrete, liberando rapidamente o TPP no eletrólito e evitando a combustão.

Até agora, o método foi testado somente em baterias do tipo moeda e mais experimentos serão necessários para saber de o retardador de chamas funciona em baterias maiores como as que temos nos smartphones ou até mesmo em carros elétricos.

Incêndios em baterias e recalls de produtos relacionados com esse problema já afetaram a Apple, Tesla, hoverboards, skates elétricos, e notoriamente a Samsung. Esse tipo de inovação pode fazer com que grandes companhias economizem muita grana, mas pode também abrir caminho para mais inovação. Com as devidas precauções de segurança, é possível que baterias mais finas sejam viáveis no futuro.
 
 
 
Fonte: Gizmodo
 

 
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