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CRISE, NOVA TARIFAÇÃO E AUMENTO DE IMPOSTOS ENCOLHEM MERCADO DE TELECOM

14/12/2016

O setor de telecomunicações caminha para o segundo ano consecutivo de queda no número de assinantes e de receita bruta, atingido pela dupla crise política e econômica, pelo aumento de impostos e pela mudança promovida pela queda nas tarifas de interconexão. E ainda que o horizonte acene com a mudança legal e o fim das concessões, a incerteza é ainda o sentimento que prevalece.

“Com a economia em recessão temos receita menor, a quantidade de clientes é menor e mesmo ainda em nível inacreditável até os investimentos estão menores. O cenário político gera incerteza. E a incerteza é o maior inimigo dos investimentos”, afirma o presidente executivo do sindicato nacional das operadoras, Sinditelebrasil, Eduardo Levy.

Como enumera, a crise econômica reduz o poder aquisitivo. Além disso, a redução forçada pela Anatel nas tarifas de interconexão tornam cada vez menos importante manter mais um chip, porque as chamadas para outras operadoras ficaram mais baratas. E finalmente, como ressalta Levy, “a carga tributária sobre os serviços de voz está violenta. As pessoas pagam para recarregar os minutos e metade do valor pago é imposto.”.

Em balanço feito nesta terça, 13/12, pelo Sinditelebrasil, os efeitos são bastante mensuráveis. A quantidade de acessos móveis em serviço voltou a cair. Depois de perder mais de 24 milhões de chips em 2015, até outubro deste 2016 já são quase 10 milhões de acessos a menos. Caem também os acessos em TV paga e de banda larga móvel.

Na comparação de outubro de 2016 com outubro de 2015, o tombo em acessos equivale a 10% do mercado sumir. Como resultado, a receita também ficou menor. Na comparação com os dados divulgados pelas operadoras até o terceiro trimestre, o recuo da receita bruta entre setembro de 2015 e de 2016 foi de 2,7%, de algo perto de R$ 174 bilhões para R$ 170 bilhões. Se a receita não caiu tanto quanto os acessos, os investimentos sim – caíram para R$ 17,2 bilhões, ou 10% a menos que os R$ 19,1 bilhões no mesmo período no ano passado.

“É possível que ainda continuemos com algum redução”, admitiu Eduardo Levy. Ele confia, no entanto, que a mudança promovida pelo PL 3453/15, que autoriza a transformação das concessões em autorizações, é o ponto favorável para o futuro próximo.

“A perspectiva que vemos com a aprovação do PL, a perspectiva dos novos prefeitos que entenderam a necessidade da ampliação da infraestrutura, o amadurecimento da Lei Geral das Antenas, o governo com um plano para internet das coisas, com iniciativa de uso de TICs, tudo isso pode fazer com que o ano de 2017 seja melhor que 2016, mesmo com uma situação de incerteza.”
 
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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