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UM BURACO NEGRO SOLITÁRIO ESTÁ GRITANDO ENQUANTO ATRAVESSA O UNIVERSO

07/11/2016

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Milhões de anos atrás, B3 1715+425 era apenas um buraco negro supermassivo comum. Ele tinha uma vida confortável devorando estrelas e disparando raios-X mortais no centro de sua galáxia distante. Agora, sozinho e sem estrelas, ele está gritando pelo espaço a 2.000 quilômetros por segundo – e pode nunca parar.

Os problemas de B3 1715+425 começaram quando suas galáxias se colidiram. Isso não é muito incomum: astrônomos acreditam que as maiores galáxias do universo se formaram durante fusões antigas. Normalmente, quando duas galáxias entram em colisão, os buracos negros supermassivos no centro delas começam a um orbitar o outro, se aproximando cada vez mais até uma atração gravitacional inescapável.

Esses buracos negros podem se fundir, liberando uma quantidade imensa de energia na forma de ondas gravitacionais e finalizando a união cósmica.

Na maior parte das vezes, isso ocorre com todas as partes envolvidas, partindo da ideia de que praticamente todos os buracos negros supermassivos vivem no centro de galáxias, e quase todos os centros galáticos contam com um desses buracos negros. Mas de vez em quando algo dá errado e resulta em destroços cósmicos. B3 1715+425, se distanciando do núcleo de uma fusão galática desastrada a 2 bilhões de anos-luz da Terra, é a prova viva disso.

O objeto estranho foi descoberto por astrônomos que usavam o Very Long Baseline Array (VLBA), uma rede de dez telescópios espalhados pelo mundo cuja operação fica no estado do Novo México, nos EUA.

“Estávamos buscando pares em órbita de buracos negros supermassivos, com um deles deslocado do centro de uma galáxia, como uma evidência reveladora de uma antiga fusão de galáxias,” diz James Condon, o astrônomo do National Radio Astronomy Observatory, que liderou o estudo. “Em vez disso, encontramos este buraco negro se distanciando da galáxia maior e deixando uma trilha de detritos por onde passava.”

A teoria atual é que há milhões de anos, a galáxia do B3 1715+425 passou através de uma galáxia muito maior (uma que foi formada durante muitas fusões anteriores), e foi completamente despedaçada, mais ou menos como um avião de papel que tenta atravessar um furacão. Os restos incluem um remanescente galático fraco, com apenas 3.000 anos luz de diâmetro, e o buraco negro supermassivo em si, quase nu e sangrando gás ionizado enquanto caminha pelo vazio.

Astrônomos acreditam que a carnificina cósmica vai se tornar invisível dentor de cerca de um bilhão de anos, quando o remanescente galático parar de formar novs estrelas.

“Nunca vimos nada parecido com isso antes,” diz Condon.

Será que outras galáxias e buracos negros supermassivos tiveram o mesmo destino? É provável. Condon e sua equipe continuarão a investigar a questão usando o VLBA, e, futuramente, com telescópios óticos de alta resolução.

 
 
 
Fonte: Gizmodo

 
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