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HIPSTERS CANADENSES PODEM SER INSPIRAÇÃO PARA MARK ZUCKERBERG

25/10/2016

 
 

Quando o Facebook renovou seu espaço de compra e venda Marketplace no início do mês, criminosos não perderam tempo para contornar os filtros algorítmicos da empresa e publicar mercadorias proibidas, de roupas íntimas usadas e maconha a filhotes de porco-espinho.

Este foi o mais recente revés da antiga iniciativa da rede social de transformar sua comunidade de 2 bilhões de usuários em um gigantesco mercado.

Mark Zuckerberg poderia se inspirar nos hipsters canadenses que criaram o Bunz Trading Zone. Centrado em Toronto, este grupo fechado do Facebook se tornou um ponto de encontro para que pessoas da cidade possam trocar bens e serviços.

Grande parte da oferta é o que se espera que jovens urbanos comercializem -- móveis, livros, massagens -- mas também há itens mais estranhos, como dentes humanos, brinquedos sexuais de segunda mão e dreadlocks.
 

O que começou há três anos como um grupo para poucos amigos se transformou em uma comunidade de quase 60.000 pessoas. No início, se chamava "Bumz", mais tarde rebatizado como Bunz.

O fenômeno se tornou tão grande e caótico que os cérebros por trás do Bunz -- uma vendedora de roupas usadas e um gênio da tecnologia bancária -- decidiram criar um aplicativo para facilitar a navegação e as pesquisas na comunidade e em seus diversos subgrupos. Os fundadores captaram vários milhões de dólares de investidores anjo e esperam repetir a experiência no Brooklyn, em Portland e em outros âmagos modernos.

Com seu fluxo infinito de trocas, discussões acaloradas e camaradagem, o Bunz é uma combinação peculiar dos classificados do Craigslist, da sociabilidade do Meetup e do espírito de vizinhança do NextDoor. Dezenas de grupos surgiram a partir dele com foco em diversas categorias, como moradia, empregos e dicas de saúde. As regras são simples: não seja estúpido e não use dinheiro.

O Bunz conquistou o tipo de engajamento que diversas redes sociais e startups de comércio eletrônico desejaram e não conseguiram captar. Por exemplo, a startup VarageSale, de Toronto, arrecadou mais de US$ 65 milhões de investidores, inclusive da Sequoia, na esperança de elaborar uma experiência de comércio eletrônico que classifica as pessoas de acordo com o bairro onde moram.

No ano passado, a empresa foi obrigada a reduzir custos e demitir funcionários quando o crescimento atrofiou. A Nextdoor, uma rede social para vizinhos, cresceu rapidamente nos EUA, mas tem tido dificuldades para erradicar estereótipos raciais.

"Muitas vezes as pessoas tentam fabricar um interesse ou uma comunidade", diz Brian O´Malley, investidor de risco da Accel Partners, que investiu no site de comércio eletrônico Etsy. "As pessoas percebem imediatamente se não for algo autêntico."
 
 
Fonte: Uol
 
 

 
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