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SENHAS SEGURAS PODEM SER ENVIADAS ATRAVÉS DO CORPO HUMANO, INDICA PESQUISA

29/09/2016

Ilustração mostra como as senhas percorreriam o corpo de um dispositivo a outro
 

O site da Universidade de Washington divulgou nessa terça-feira (27) um estudo que afirma ser possível transmitir senhas entre aparelhos por meio do próprio corpo do usuário.

Esta seria uma forma mais segura de confirmar a identidade de donos de dispositivos interligados --algo que tende a se tornar mais comum se outros objetos com acesso à internet se popularizarem, dentro do conceito de internet das coisas.

Como exemplos, o estudo cita que uma porta trancada com trava eletrônica pode ser destravada ao se comunicar, através do corpo humano, com um celular com sensor biométrico.

O estudo diz que transmissões de baixa frequência geradas pelos sensores de impressões digitais e touchpads (áreas sensíveis ao toque) fariam essa conexão. Algumas das formas atuais para se fazer isso é por Wi-Fi ou ondas de rádio, mais suscetíveis a serem interceptados por hackers.

"Sensores de impressões digitais até agora têm sido usados como um dispositivo de entrada. O que é legal é que nós mostramos pela primeira vez que os sensores podem ser readaptados para enviar informações que ficam confinadas no corpo", disse Shyam Gollakota, professor assistente de ciência da computação e engenharia da universidade.

"Digamos que eu quero abrir uma porta com um bloqueio eletrônico inteligente," disse o co-autor do artigo, o doutor em engenharia Merhdad Hessar. "Eu posso tocar a maçaneta da porta e tocar no sensor de impressões digitais no meu telefone e transmitir minhas credenciais secretas através do meu corpo para abrir a porta, sem vazamento das informações pessoais no ar."

A equipe de pesquisa testou a técnica em um iPhone e outros sensores de impressões digitais, além de touchpads de um laptop da Lenovo e da empresa de componentes eletrônicos Adafruit. Em dez tipos de teste, foi possível gerar transmissões pelo corpo em pessoas de diferentes alturas, pesos e tipos de corpo. O sistema também funcionou enquanto os voluntários estavam em movimento.

Os pesquisadores deixaram claro, porém, que ainda é um primeiro passo nesse campo. Para eles, os dados podem ser transmitidos de forma mais rápida se os fabricantes de sensores de impressões digitais fornecerem a eles mais acesso ao código do software deles.

 
 
 
Fonte: Uol

 
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