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FACEBOOK QUER FAZER DINHEIRO COM WHATSAPP E MUDA POLÍTICA DE PRIVACIDADE DA OTT

25/08/2016

O aplicativo de mensagens WhatsApp quer ficar mais próximo das empresas e anunciou nesta quinta-feira, 25/08, uma grande mudança em seus termos de serviço e em sua política de privacidade. Mais do que chegar perto das corporações, o aplicativo - comprado a peso de ouro pelo Facebook, a aquisição saiu a US$ 22 bilhões - quer dar receita aos seus donos.

A nova política é o sinal da integração entre o WhatsApp e o Facebook, uma vez que a partir de agora o serviço de mensagens vai compartilhar o número do telefone e outras informações dos usuários com o Facebook. Escaldada com os problemas judiciais - em especial no Brasil - a OTT promete que o conteúdo das mensagens continuará protegido pela criptografia ponta a ponta, e não poderá ser acessado pelas duas companhias.

“Mesmo que estejamos trabalhando em colaboração com o Facebook, suas mensagens criptografadas permanecerão privadas e ninguém mais poderá lê-las”, afirma o WhatsApp. “Nós, o Facebook ou qualquer outra pessoa estarão impossibilitados de ler as suas mensagens. Nós não iremos publicar ou compartilhar seu número de telefone com terceiros”.

O objetivo da “colaboração”, informa o WhatsApp em comunicado, é “obter métricas precisas em relação a com que frequência as pessoas usam nosso aplicativo e também conseguiremos ser mais eficazes no combate ao spam no WhatsApp. Outro fato importante é que ao conectar o seu número de telefone com os sistemas do Facebook, você terá melhores sugestões de amizade e anúncios mais relevantes caso você tenha algum tipo de conta com estas empresas”.

Ainda no comunicado ao mercado, o WhatsApp informa que, nos próximos meses, vai começar a testar novas ferramentas que serão oferecidas à empresas. O objetivo será intermediar a comunicação entre marcas e seus consumidores, algo que já acontece dentro do aplicativo de maneira informal. Ainda não há uma data para o lançamento dos primeiros recursos batizados como corporativos.

"Nós precisávamos alterar os termos de uso antes. Porque até agora não permitíamos que as empresas usassem o serviço." A restrição tem levado a empresa a excluir do serviço diversos números de celulares usados por empresas para distribuir propagandas -- até mesmo veículos de comunicação que passaram a usar o serviço para distribuição de notícias têm sido bloqueados pela rede social", detalha a OTT.

Nos novos termos de uso, a empresa sinaliza como o WhatsApp para empresas vai funcionar e tudo indica que será de forma bastante parecida com o Facebook Messenger. A empresa afirma que "irá explorar novas maneiras para que as pessoas possam se comunicar com empresas no WhatsApp". Entre os exemplos citados, a companhia afirma que o usuário poderá receber alertas sobre entrega de pedidos, informações do status de voo ou um recibo de um produto que adquiriu.

Ao que parece, algumas dessas informações poderão ser enviadas não por pessoas, mas por robôs virtuais que vão se comunicar com os consumidores por meio dos aplicativos de mensagens. O movimento é óbvio uma vez que o Facebook já desenvolveu a tecnologia para seu mensageiro e diversas empresas -- que vão de operadoras de telecomunicações a companhias aéreas -- já desenvolveram robôs específicos para interagir com os clientes por meio da rede social.



Fonte: Convergencia Digital

 
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