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VÍDEOS NO FACEBOOK E FALSO POKÉMON GO USADOS PARA DISSEMINAR VÍRUS

12/08/2016

A empresa de segurança online ESET divulgou seu ranking sobre as principais ameaças virtuais identificadas no Brasil durante o mês de julho. “Entre os destaques estão golpes no Facebook, campanhas de phishing voltadas a roubar credenciais bancárias e, ainda, uma falsa versão do Pokémon Go”, diz o comunicado.

Segundo a empresa, em uma campanha massiva propagada pelo Facebook, os cibecriminosos usaram a engenharia social para infectar os internautas. Para isso, criaram posts que continham falsos vídeos com títulos chamativos – entre eles: “Mistério resolvido! Criança desaparecida no Mato Grosso é encontrada dentro de cobra” e “Caso goleiro Bruno: após seis anos policia encontra vídeo de espancamento de Eliza Samudio”.

O objetivo era incentivar que as pessoas clicassem no link falso para assistir o vídeo, o qual continha um código malicioso que infectava o equipamento e, ainda, permitia que o perfil da vítima compartilhasse a mesma publicação de forma involuntária.

Outro ataque disseminado no país e identificado pela ESET no mês de julho foi uma falsa versão do Pokémon Go, disponível na Google Play Store, batizado de Pokémon GO Ultimate. Nessa versão, ao baixar o aplicativo, a tela de início do celular era travada, obrigando a vítima a reiniciar o dispositivo móvel com a retirada da bateria ou por meio do gerenciador de dispositivos Android. Ao reiniciar o dispositivo, o aplicativo permanecia oculto do usuário, sendo executado em segundo plano e clicando silenciosamente em anúncios pornográficos online, gerando assim receita para os cibercriminosos.

Um terceiro tipo de ataque no período foi a detecção da família do malware conhecido como Nymaim, com ataques direcionados a instituições financeiras. Na ação, um e-mail com um arquivo malicioso era enviado para a vítima, que, ao abrir o documento, acessava uma macro maliciosa – sequência de caracteres –, que executa o malware e infecta o equipamento, burlando as configurações de segurança padrão do software.

O ranking da ESET para julho é o seguinte: 

TrojanDownloader: Com 14% das detecções, o malware foi a ameaça mais identificada no mês de julho. O ataque consiste, basicamente, em realizar o download de outros códigos maliciosos no equipamento do usuário e executá-los.

Danger: Com 11%, essa ameaça está relacionada a família JS/Danger.ScriptAttachment, que é uma detecção genérica de javascript suspeitos anexados aos e-mails. Os ataques desse tipo de ameaça, geralmente, seguem técnicas de phishing.

Agent: Com 3%, é a uma ameaça genérica que descarrega uma série de códigos maliciosos a fim de realizar ações maliciosas no equipamento da vítima. A variante mais detectada em julho no Brasil foi Win32/Agent.XWT, utilizada para instalar um backdoor - recurso utilizado por diversos malwares para garantir acesso remoto ou à rede infectada - ao sistema infectado.

ProxyChanger: Com 2%, a ameaça é utilizada para configurar o uso de proxy no acesso a alguns sites. Como resultado dessa mudança, as vítimas são direcionadas de maneira imperceptível para sites diferentes daquele pretende visitar.

ScrInject: Também com 2%, o código, geralmente, encontra-se embutido em páginas HTML e redireciona o navegador para uma URL específica que contém o malware malicioso.
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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