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´NETFLIX BRASILEIRO´ FOCA NA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL NACIONAL

12/08/2016

 

Conhecido como o ‘Netflix brasileiro’, o Looke está tomando uma série de medidas para expandir sua presença. O serviço de streaming passou, por exemplo, a comercializar os filmes, séries e programas de sua plataforma por meio do Mercado Livre. A seção do site de vendas dedicada a filmes e séries agora mostra conteúdo do catálogo do serviço, que pode ser comprado ou até mesmo enviado como presente.

Segundo Luiz Guimarães, diretor de Business Affairs do Looke, a medida tem como objetivo trazer de volta o hábito de presentear com filmes ou séries. Como atualmente produções desse tipo são vistas majoritariamente pelo computador, via serviços de streaming, fazia sentido dar a consumidores a possibilidade de enviar filmes, séries ou mesmo assinaturas completas do Looke como presente.

Crescimento

Recentemente, a plataforma também recebeu mais de 270 horas de conteúdo da produtora britânica BBC, como a série Luther, além de outras séries, como Orphan Black e Critical. Essa última, segundo Guimarães, ficará exclusivamente no Looke por um período, fazendo dela uma espécie de conteúdo exclusivo do serviço.

No mês passado, a empresa começou a realizar campanhas de marketing visando o aumento da popularidade. Uma delas permitia que pessoas cadastradas no programa “Quilômetros de vantagens” trocassem seus quilômetros abastecidos por assinaturas do serviço, e teve boa recepção.

Mudança no design

A assinatura do Looke dá acesso a uma série de conteúdos gratuitamente. Além disso, alguns filmes e séries só estão disponíveis para compra ou aluguel, e não é necessário ser assinante do Looke para comprá-los. Há ainda alguns conteúdos, como shows do SESC, que estão disponíveis gratuitamente para qualquer usuário que se cadastrar na plataforma.

Para ajudar a tornar mais clara a diferença entre todos esse filmes, séries e programas, o site recentemente mudou o seu design. A mudança atribuiu cores diferentes aos conteúdos dependendo da modalidade em que eles se encaixam. Segundo Guimarães, essa alteração ajudou usuários da plataforma a entender melhor os diferentes modelos de disposnibilidade de cada programa, e foi bem recebida.

Complementando o mercado

‘Netflix brasileiro’ é a expressão que às vezes é utilizada para se referir ao Looke. Mas ainda que os dois serviços sejam semelhantes, Guimarães ressalta que o Looke não vê a Netflix como um concorrente, mas como um serviço complementar. “Cerca de 10 a 15% do conteúdo do Looke pode estar na Netflix também, mas o resto é diferente”, diz.

Dentre as medidas que o serviço tomou para se diferenciar está um foco em algumas áreas, como Cinema Nacional, Música, Curtas-metragens e produções independentes, e uma preocupação com a acessibilidade e com a cultura brasileira. Segundo Guimarães, o objetivo é que o catálogo do Looke inclua “desde o comercial até o regional”.

Já que boa parte dos incentivos à produção audiovisual no Brasil são voltados para a produção, Guimarães identifica ainda uma dificuldade na distribuição dessas produções. O Looke, nessa perspectiva, atuaria como “parceiro dos produtores de conteúdo” para ajudá-los a chegar mais longe.

Investir em conteúdos próprios, como fazem a Netflix e o HBO Now, não é uma prioridade do Looke por enquanto, segundo Guimarães. Fazer isso, segundo o executivo, seria aproximar-se do posicionamento de um canal de TV, ou de um produtor de conteúdo propriamente, enquanto que o Looke atualmente pretende ser uma plataforma de disponibilização de conteúdo.

Internacionalização

Mais do que crescer no mercado brasileiro, o Looke também deverá em breve começar a atuar em outros países. Até o final do ano, segundo Guimarães, o serviço deverá ser disponibilizado em alguns mercados da América Latina. Na sequência, a empresa pretende mirar nos mercados hispânicos da América do Norte também.

Todavia, alguns desafios ainda estão no caminho do serviço para fora do país. Por ora, o principal deles é a preparação da plataforma para atender a diversas línguas. A presença em mercados com línguas diferentes exige esforços - e investimentos - para adequar os filmes, séries e programas às diferentes regiões.

 

 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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