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ATAQUES DDOS SE MULTIPLICAM E COMEÇAM A USAR INTERNET DAS COISAS

22/07/2016

Os ataques DDoS (negação de serviço) não param de crescer. Segundo estudo divulgado pela Arbor Network, nos últimos 18 meses, foram regitrados uma média de 124 mil eventos por semana. O maior ataque registrou um crescimento de 73% em relação a 2015, chegando a 579 Gps.

Houve ainda 274 ataques maiores que 100Gbps monitorados no primeiro semestre de 2016, contra 223 durante todo o ano de 2015. O relatório mostra ainda que 46 ataques maiores que 200 Gbps foram monitorados no primeiro semestre de 2016, contra 16 durante todo o ano de 2015.

De acordo ainda com o estudo, os EUA, França e o Reino Unido são os maiores alvos para ataques maiores do que 10Gbps. Como o Arbor’s Security Engineering & Research Team (ASERT) documentou recentemente, grandes ataques DDoS não precisam utilizar técnicas de reflexão amplificada.

 

O LizardStresser, malware para formação de botnet com dispositivos IoT (Internet of Things), foi utilizado para lançar ataques de 400Gbps, tendo como alvo sites de jogos no mundo todo, e, no Brasil, instituições financeiras, ISPs e instituições governamentais. De acordo com a ASERT, os pacotes de ataque não parecem se originar de endereços falsos – e não foram utilizados protocolos de amplificação baseados em UDP, como NTP ou SNMP.

O levantamento destaca que um ataque DDoS de 1 Gbps é suficientemente grande para deixar a maioria das organizações fora de serviço. O tamanho médio do ataque no 1º semestre de 2016 foi de 986Mbps, um aumento de 30% comparado a 2015. A projeção é de que até o final do ano, o tamanho médio dos ataques seja de 1,15Gbps. “Os dados demonstram a necessidade de uma defesa contra DDoS híbrida ou multicamada”, afirmou Darren Anstee, que está à frente da área de tecnologia da Arbor Networks. 

Para ele, “ataques utilizando grande largura de banda só podem ser mitigados na nuvem, longe do alvo pretendido. No entanto, apesar do enorme crescimento do tamanho dos ataques de maiores proporções verificados, 80% de todos os ataques ainda são menores do que 1Gbps e 90% duram menos do que uma hora. A proteção no local (on-premise) oferece a reação rápida de que se necessita nesses casos, e é crucial contra os ataques mais lentos, usando menor largura de banda, dirigidos à camada de aplicação, e também contra os ataques de exaustão que miram elementos de infraestrutura como firewalls e IPS", completou o especialista.

Os dados da Arbor são recolhidos por meio do ATLAS™, uma parceria colaborativa reunindo mais de 330 provedores de serviços que usam sistemas Arbor e concordaram em compartilhar dados de tráfego, de forma anônima, com a finalidade de obter uma visão abrangente do tráfego e ameaças globais. O ATLAS fornece estatísticas para o Mapa de ataques digitais, uma visualização gráfica do tráfego de ataques globais criada em colaboração com o Google Ideas. Dados do ATLAS também foram utilizados recentemente no Relatório Cisco Visual Networking Index e no Relatório de Investigações de Violação de Dados da Verizon.
 
 
Fonte: Convergencia Digital 

 

 
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