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TECNOLOGIAS DA LINHA BROADWELL-E

11/07/2016

 
 

Há anos a Intel vem entregando uma cadência mais lenta para sua linha de processadores de alta performance para usuários domésticos, a HEDT (High-End Desktop). Enquanto nas linhas mainstream os modelos já são baseados na microarquitetura Skylake, a Intel introduziu recentemente a linha Broadwell-E para seu segmento "super entusiasta". Enquanto seu antecessor, a Haswell-E, lançado em 2014, havia ampliado os limites da linha de consumidores da Intel para até 8 núcleos e consequentemente 16 threads, a nova linha entrega uma quantidade ainda mais massiva de núcleos: os processadores podem chegar a até 10 núcleos e 20 threads!

A linha Broadwell-E é composta inicialmente pelos modelos Intel Core i7-6800K, Core i7-6850KCore i7-6900K e o topo de linha Core i7-6950X. Eles possuem de 6 a até 10 núcleos, com 28 canais PCIe no caso do 6800K, e 40 canais nas demais. Além da maior quantidade de núcleos, os processadores Broadwell-E introduzem o suporte a memórias DDR4 operando a até 2400MHz em quad-channel e um L3 Cache mais amplo, chegando a até 25MB no modelo topo de linha.

Outra novidade importante é a litografia: enquanto os processadores Haswell-E foram desenvolvidos em 22 nanômetros, a microarquitetura Broadwell introduz os transistores de 14 nanômetros. Isso possibilitou avanços em quantidade de transistores e performance, tudo mantendo o TDP de 140W, o mesmo da geração Haswell-E.

Principais novidades: mais núcleos, frequências de memórias mais altas e litografia menor

Com a nova microarquitetura e a maior quantidade de núcleos, a Intel direciona esse produto para os criadores de conteúdos e consumidores que desejam extrair alto desempenho dos múltiplos núcleos das CPUs Broadwell-E.

A Intel foca esses processadores como os ideais para criadores de conteúdo, que necessitam de alto poder de processamento, além de indicá-los para games (essa segunda parte um pouco mais controversa, como indicam nosso testes de performance e o custo envolvido na aquisição desses produtos).

 

Uma das características mais interessantes do Broadwell-E é o soquete utilizado: o LGA 2011-v3, o mesmo dos processadores Haswell-E, o que significa que placas-mãe X99 serão compatíveis com os novos produtos, bastando um update de BIOS para que operem corretamente. Isso significa que modelos de placas-mãe que estão no mercado desde 2014, da linha voltada aos CPUs Extreme Edition, poderão ser usadas com os novos Broadwell-E.

O Broadwell-E é compatível com as placas-mãe X99, as mesmas da linha Haswell-E

Entre as novas tecnologias, o destaque é o Turbo Boost Max 3.0. Em processadores com tantos núcleos, a função da nova tecnologia chega a ser curiosa: acelerar os processos em single thread, aqueles em que não é possível dividir entre os diversos cores do processador. A tecnologia funciona da seguinte forma: ela identifica processos que não fazem uso do multi-thread, e para otimizá-lo identificam o núcleo de processamento mais poderoso disponível no CPU. Além de direcionar a ele esse processo, o Turbo Boost Max 3.0 também é capaz de reduzir os clocks em outros cores para focar apenas nesse núcleo que está lidando com o processo, tornando possível assim um aumento mais agressivo de frequência exclusivamente nele e dessa forma otimizando o processamento.
 
 
 
Fonte: Adrenaline

 
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