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ALGORITMOS VÃO TOMAR DECISÃO DE ´VIDA OU MORTE´ NO NEGÓCIO

24/06/2016

Os líderes empresariais e de TI precisam desenhar em conjunto os novos modelos de negócios baseado em algoritmos,sustenta o Gartner. "A consequência do desenvolvimento e da proliferação de máquinas inteligentes será a fácil utilização dos algoritmos nas organizações”, defende Steve Prentice, vice-presidente da consultoria. “Na atualidade, já é possível ver o impacto dos algoritmos no nosso mundo, mas ainda existe muito trabalho por desenvolver para aproveitar todas as oportunidades, e gerir os desafios”, acrescenta.

Com essa finalidade, líderes de negócio e de TI devem analisar os algoritmos utilizados nas suas máquinas inteligentes e nas dos seus concorrentes. E investigar outras indústrias, inclusive, para perceber se existe uma resposta às necessidades da empresa. A prática de partilhar algoritmos entre organizações com interesses mútuos poderá tornar-se um fator relevante.E também é possível que se transforme em um modelo de desenvolvimento utilizado em muitos setores verticais.​

“Já há algum tempo o setor de varejo está na linha da frente da utilização de algoritmos para melhorar os resultados de negócio”, lembra Prentice. “Muitas pessoas acreditam que as tabelas de preços e as tarefas comerciais podem vir a ser os ativos de maior valor para um vaerjista”.

Na área de recursos humanos, os algoritmos já estão transformando o recrutamento de talentos, por poderem avaliar rapidamente a idoneidade dos candidatos. Contudo, a tecnologia poderia também ser aplicada sem grandes complicações em uma organização para, por exemplo, distribuir trabalho pelos profissionais adequados.

Os algoritmos “tomarão decisões que significarão vida ou morte”, afirma Peter Sondergaard, diretor de pesquisas do Gartner. Carros, robôs e drones irão funcionar de maneira semi-independente com base em programações que determinarão os riscos que podem (ou não) assumir, que termos devem respeitar e quem “prender”, projeta o analista.

Segundo a consultoria, um potencial mercado aparecerá no campo da oferta de algoritmos com funções específicas, onde companhias construirão e usarão esses mecanismos à medida que se movem mais profundamente rumo à automação para obterem engajamento dos clientes afim de atingirem ganhos de eficiência operacional. Mas o Gartner adverte: esses recursos podem ou não passar pelas mãos dos CIOs. “Aceite a realidade de que você controlará uma pequena parte disso, mas terá grande papel influenciando onde será realizado esse investimento”, completa Sondergaard.




Fonte: Convergencia Digital

 
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