Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

GOOGLE INCLUI OPÇÃO ´NUCLEAR´ NO ANDROID QUE INUTILIZA CELULAR ROUBADO

07/06/2016

O Android está mudando para tornar o aparelho ainda mais inútil na mão de um ladrão. O Google implementou no código aberto do Android, que é oferecido a qualquer fabricante de celular, uma forma de fazer o aparelho se torne impossível de ligar quando o usuário der o sinal de que seu aparelho foi subtraído.

O código foi introduzido no AOSP (Android Open Source Project, o software que é liberado para as fabricantes) na última sexta-feira, com o novo formato de limpeza remota. Antes, o usuário até tinha a opção de limpar o aparelho depois de roubado, mas o novo método vai muito mais além, permitindo que o aparelho se torne um “tijolo”, na gíria da tecnologia, nas mãos do ladrão.

O método pode apagar totalmente qualquer partição do aparelho Android, incluindo partes fundamentais do sistema como o fastboot e o bootloader, responsáveis por iniciar o processo de ligar o celular, e a partição de recuperação, que dificulta demais a restauração do smartphone.

No entanto, ainda caberá às fabricantes optarem por quais partições serão incluídas neste comando de “tijolar” o celular, com a possibilidade de incluir coisas como uma partição para um cartão microSD externo, como nota o Android Police. Além disso, é provável que quem aplicar o recurso em seus aparelhos deve implementar também uma função que permita que o smartphone seja reabilitado pelo usuário legítimo do aparelho se ele conseguir recuperá-lo.

Por enquanto, a novidade apenas reside no AOSP, e não está aplicada, de fato, em nenhum celular, e em nenhuma versão do sistema operacional. Não se sabe se o Google planeja aplicar a função de inutilizar completamente o celular em um serviço como o Android Device Manager, que já permite apagar remotamente o conteúdo de um celular roubado, o que é uma medida bem menos drástica.

Também é preciso observar que uma opção tão extrema quanto inutilizar um celular requer o cuidado do Google de criar ferramentas para que o usuário com menos conhecimento técnico não faça isso por acidente e, se o fizer, que exista a possibilidade de reverter o estrago. 
 
 
 
Fonte: Olhar Digital

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar