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CONTRATO COM A GOOGLE ABRE FRENTE INTERNACIONAL PARA A BRASILEIRA PADTEC

06/05/2016

Reduzir o pessoal - pela primeira vez em 15 anos de existência – foi  uma das consequências da grave crise que abateu a fabricante brasileira PadTec na virada de 2014/2015, mas passada a fase de reestruturação operacional e revisão de linhas de produtos e de modelo de negócios, a PadTec aparece no cenário internacional a partir de uma decisão da Google: a fabricante será a gestora e executora do cabo submarino Júnior, que interligará São Paulo ao Rio de Janeiro. A solução terá aproximadamente 390 quilômetros de extensão e oito pares de fibras.  Previsão para a obra ser finalizada é final de 2017.

"A Google tem uma trajetória de abrir mercados ao não usar ´marcas´ nas suas infraestruturas. Esse contrato nos permitiu vencer dois grandes rivais no mercado submarino e nos fez ver que fizemos a opção correta ao abandonar linhas de produtos que não estavam dando retorno para mirar a nossa especialidade. Temos um navio próprio para ajudar nessa montagem. A Rússia não tem. A Índia não tem", conta o presidente da PadTec, Manuel Andrade, em entrevista ao portal Convergência Digital.

Se o mercado de cabos submarinos está aquecido – muito por conta da forte demanda da Internet – o segmento local segue em retração. Segundo Andrade, o momento, hoje, é muito semelhante ao de 2015, quando houve uma retração nas vendas para os grandes players, mas mostra um sinal positivo: os provedores Internet estão comprando e hoje já têm um forte impacto na receita da PadTec.

"Historicamente as grandes operadoras respondiam por 80% da receita. Hoje temos os provedores Internet e outros players construindo redes no Brasil. Isso nos trouxe um novo mercado e nos permitiu enfrentar essa retração das grandes", pondera Andrade. As OTTs, que aqui no Brasil ainda não estão investindo em rede, passam a ser um mercado a ser conquistado.

"Nos Estados Unidos, o Google tem rede de fibra. O Facebook anunciou que fará a dele. Acredito que mais à frente, outros também o farão. As OTTs não querem fazer negócios com as teles tradicionais. Vamos ter um novo e promissor mercado pela frente. O Brasil é um mercado consumidor forte e vai ter investimentos", preconiza o presidente da PadTec.

Mas há esperança para o segundo semestre. "Não tenho bola de cristal para definir esse ano com a crise política e econômica, mas, sinceramente, não dá para segurar mais. As redes precisam crescer e as operadoras sabem disso. O 4G está expandindo de forma muito rápida e exige infraestrutura. Nós, fabricantes temos que estar prontos e saber entender a demanda delas", completa  Manuel de Andrade.
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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